Projeto aprovado na Câmara transfere simbolicamente a capital de Brasília para Salvador no dia 2 de julho

Escrito por: Diógenes Cunha

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Na sessão realizada nesta terça-feira (10), foi aprovado no plenário da Câmara o projeto que transfere simbolicamente a capital de Brasília para Salvador no dia 2 de julho, data em que se celebra o aniversário da independência da Bahia. O texto segue para o Senado.

A proposta, apresentada pelo deputado Léo Prates (PDT-BA), prevê que a transferência ocorra sem prejuízo às atividades de Brasília, limitando-se aos atos oficiais e simbólicos em Salvador. A coordenação entre o Executivo, os demais poderes e as autoridades da Bahia e do município de Salvador ficará responsável pela logística, segurança e infraestrutura para os atos oficiais no dia 2 de julho.

O deputado Léo Prates justifica a medida como forma de reconhecer a importância histórica da Bahia e de seu povo na luta pela independência e pela formação do Estado-Nação brasileiro. Ele cita que medidas semelhantes já foram adotadas, como a transferência simbólica da capital para Belém durante a COP30, demonstrando viabilidade e amparo constitucional para esse ato.

“A transferência simbólica da capital federal para Salvador nesta data visa não apenas homenagear esses feitos, mas também resgatar a memória histórica do país, garantindo que o protagonismo baiano seja devidamente reconhecido em nível nacional”, disse Léo Prates.

“Esta iniciativa é um reforço da unidade nacional, celebrando a diversidade regional na construção do Brasil”, completou o deputado baiano.

No plenário, a proposta foi relatada pelo deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), que afirmou que a mudança da capital para Salvador representa um “ato de justiça histórica” no âmbito da mobilização baiana pela independência. “A celebração do 2 de Julho não diz respeito apenas à memória regional, mas à própria afirmação da unidade e da soberania do Brasil”, disse o parlamentar.

Gabriel Nunes destacou ainda que a atuação dos baianos fez parte do processo de independência, organizando resistência, sediando governo provisório, fornecendo víveres, efetivos e recursos essenciais, além de assegurar apoio político e militar que o Rio de Janeiro, sozinho, não lograria concretizar após 1822.

Como você enxerga essa homenagem simbólica que busca valorizar a memória histórica e a soberania do país? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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