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Relator diz que se STF derrubar decisão de Mendonça para prorrogar CPMI, relatório será votado nesta sexta

Relator diz que se STF derrubar decisão de Mendonça para prorrogar CPMI, relatório será votado nesta sexta
Relator diz que se STF derrubar decisão de Mendonça para prorrogar CPMI, relatório será votado nesta sexta

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Resumo: o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, afirma que, se o STF derrubar a prorrogação, apresentará o relatório para votação já nesta sexta, com foco em 227 pedidos de indiciamento e na apuração do sistema financeiro que envolve aposentados. O STF inicia às 14h o julgamento que definirá a continuidade ou não dos trabalhos.

Às 14h, o STF começa o julgamento no plenário para decidir se mantém ou derruba a decisão de Mendonça que autorizou a prorrogação da CPMI. Gaspar disse que, caso a maioria confirme a continuidade, fará a leitura do relatório ainda nesta sexta. Segundo ele, o volume impressionante — mais de 5 mil páginas — não ofusca a importância do arcabouço que contempla 227 pedidos de indiciamento.

Antes da reunião, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, acionou a Advocacia do Senado para que elabore um parecer jurídico sobre a prorrogação e informou que aguardará a decisão do STF antes de deliberar sobre o caminho da CPMI.

Gaspar adiantou que, se a prorrogação for mantida, o foco das investigações deverá se voltar ao sistema financeiro, especialmente aos desvios de recursos e aos descontos não autorizados em benefícios previdenciários, além de possíveis fraudes em empréstimos consignados a aposentados. “Temos que aprofundar sobre as investigações relacionadas ao sistema financeiro, o andar de cima dos que meteram a mão no dinheiro do aposentado e pensionistas. Meu foco neste segundo momento será justamente o sistema financeiro”, afirmou.

Antes da reunião, parlamentares dos blocos governista e de oposição discutiam o tempo máximo da prorrogação. A oposição pede mais de 60 dias; os governistas defendem que o prazo seja de apenas 15 dias.

Além disso, membros da bancada governista apresentaram um requerimento para afastar o senador Carlos Viana da presidência da CPMI, sob a alegação de “exceção de suspeição”. Um documento assinado pelo PT ressalta que circunstâncias que comprometem a legitimidade da condução da CPMI podem justificar o afastamento, por prudência institucional e integridade procedimental.

O desfecho da discussão pode redesenhar o ritmo das apurações, com consequências para parlamentares, servidores e para a própria confiança pública na lisura dos trabalhos. A expectativa é de que o STF defina o caminho ainda neste fim de semana, abrindo espaço para a leitura do relatório ou para a reavaliação do prazo.

E você, leitor, o que pensa sobre a prorrogação da CPMI do INSS e o possível aprofundamento das investigações no sistema financeiro? Deixe sua opinião nos comentários.

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