Sergio Moro acerta ida ao PL para disputar governo do Paraná

Escrito por: Diógenes Cunha

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Moro deve se filiar ao PL na próxima semana, em uma operação que pode reconfigurar o tabuleiro político do Paraná. A decisão, fruto de uma costura que ganhou corpo após resistência do PP à candidatura do ex-juiz pela União Brasil, consolida uma aproximação com o núcleo bolsonarista e cria condições para uma disputa mais robusta ao governo estadual. Palavras-chave: Sergio Moro, PL, Paraná, filiação, Flávio Bolsonaro; Meta Descrição: Moro ingressa no PL para fortalecer o palanque no Paraná, alinhando-se a Flávio Bolsonaro e abrindo caminho para 2026, diante de tensões com o PP e a necessidade de mapear alianças regionais.

A costura para a filiação ocorreu nesta quarta-feira (18/3). Moro se reuniu com dirigentes do PL e com o pré-candidato à Presidência da sigla, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao longo do dia, participou de um encontro com caciques do União Brasil e do PP, o que consolidou a saída do ex-juiz da União Brasil em direção ao PL. Segundo aliados do ex-juiz, a filiação deve ocorrer na próxima terça-feira (24/3), durante evento em Brasília.

Segundo aliados do ex-juiz, a filiação deve ocorrer na próxima terça-feira (24/3), durante evento em Brasília.

A entrada de Moro no PL é vista pela sigla como possibilidade de fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro no Paraná. O ex-juiz era o nome preferido do coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), para consolidar a chapa de governo. O PL também tem discutido a possibilidade de contar com o ex-procurador Deltan Dallagnol para o Senado e reconhece que a avaliação interna é de que o nome de Moro pode ampliar a votação no estado, diante de tensões com o PP.

Em meio a esse rearranjo, Flávio Bolsonaro já sinalizou publicamente a parceria. Em redes sociais, ele chamou Moro de amigo e o apresentou como “nosso pré-candidato a governador do Paraná”, fortalecendo a narrativa de alinhamento entre o núcleo bolsonarista e o PL no estado.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também indicou que a filiação de Moro pode acelerar o desempenho do ex-juiz, estimulado por uma percepção de ascensão nas pesquisas. Segundo o dirigente, Moro está em destaque e, com o número do PL, tem potencial para ampliar o alcance de sua candidatura, trajetória que pode, na prática, reforçar o palanque de Flávio Bolsonaro no Paraná e influenciar o desenho local de força política.

Essa reaproximação com a família Bolsonaro marca uma mudança importante em relação ao período anterior, quando Moro deixava o governo de Jair Bolsonaro apontando interferência do então presidente na Polícia Federal. Ao longo do tempo, o ex-ministro sinalizou críticas a esse tipo de atuação, inclusive mencionando mentiras e referindo-se a episódios como as chamadas “rachadinhas”. Hoje, porém, a filiação ao PL sinaliza uma rerepresentação política alinhada aos bolsonaristas, ainda que as diferenças do passado não desapareçam por completo.

No cenário estadual, o movimento reforça o rompimento entre o PL e Ratinho Júnior (PSD), atual governador do Paraná e pré-candidato a presidente que vinha ouvindo propostas de aliança com o partido até então. Ratinho defendeu manter a candidatura ao Planalto e, em encontros com Rogério Marinho, viu sinais de que o PL poderia acolher a escolha de Moro, fortalecendo um rompimento político que já era observado nos bastidores. O PL sinalizou que precisaria de votos suficientes no estado para vencer no primeiro turno, o que dificulta manter Ratinho como peça constante na equação.

“Nós vamos ter que unir todo mundo lá para a gente ganhar as eleições no primeiro turno. Senão, nós estamos mortos com o Ratinho. O Ratinho mora no meu coração, mas acontece que ele vai sair candidato a presidente. E nós vamos fazer zero votos no Paraná? Moro está explodindo. Precisa ver se ele vem para o partido ou não”, disse.

Antes, PSD e PL mantinham um entendimento estratégico de apoiar o nome indicado por Ratinho ao Palácio Iguaçu, enquanto o governador pretendia endossar Filipe Barros (PL-PR) para o Senado. A decisão recente de Moro no PL aponta para uma virada nessa composição estadual, com sinais de possível redistribuição de forças entre os partidos. A complexidade do cenário indica que o Paraná pode se tornar um laboratório para futuras alianças nacionais, com implicações para a corrida presidencial e para as disputas regionais.

E você, o que acha dessa mudança de Moro para o PL e como isso pode impactar o cenário político no Paraná nos próximos meses? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o que esperar das próximas movimentações políticas na região. Sua leitura pode ajudar a esclarecer como as alianças atuais vão refletir nas eleições futuras e quais cenários são mais prováveis à medida que os acordos ganham forma.

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