Super-ricos de Dubai pagam fortunas para fugir da guerra

Escrito por: Diógenes Cunha

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Desde o último sábado, os Emirados Árabes Unidos foram alvo de mais de 800 drones e 200 mísseis, deixando três mortos, na fase mais intensa da campanha de retaliação do Irã contra países do Golfo, após a ofensiva de Estados Unidos e Israel que teria ceifado o líder supremo Ali Hosseini Khamenei. Aeroportos e infraestrutura petrolífera estão entre os locais atingidos.

Dubai, cidade símbolo do luxo e da prosperidade com impostos baixos e um governo pró-negócios, viu o fluxo de moradores endinheirados diminuir nos últimos dias. Muitos super-ricos buscam rotas de fuga, às vezes pagando fortunas, enquanto o espaço aéreo permanece parcialmente fechado e a incerteza aumenta.

Para evacuações, governos estrangeiros, entre eles Reino Unido e Alemanha, passaram a enviar aviões para Omã. A rota Mascate-Omã tornou-se a mais usada, mas o espaço aéreo está tão congestionado que alguns chegam a esperar três ou quatro horas para atravessar a fronteira. A demanda também cresce por carros particulares, com muitos saindo pela Arábia Saudita, cujos aeroportos continuam operando, ainda que com dificuldades de visto.

Entre os retidos, os que têm renda mais modesta enfrentam maiores dificuldades para deixar o país. Evrim, uma turca e mãe de dois filhos, contou que, ao ver o fogo, pensou: “é hora de ir embora”. Ela, o marido e os filhos pagaram 200 mil dólares para voar do Oman até Genebra, na Suíça, de onde pretendem esperar o fim da guerra. Para chegar a Mascate, tiveram de dirigir seis horas pelo deserto. “Estamos muito nervosos, principalmente por causa das crianças; quando ouviram o som da explosão, ficaram assustadas”, relatou.

Mesmo com a crise, muitos que permaneceram ainda consideram Dubai como seu lar e planejam retornar assim que a situação se acalmar. A situação evidencia o quanto o polo de negócios de alto padrão depende da estabilidade regional, pois o fluxo de evacuações continua desafiador, com restrições de voos e de vistos que afetam famílias e empresários.

Como leitura final, fica a certeza de que conflitos regionais moldam decisões individuais — desde a fuga de fortunas até o destino de quem tem menos recursos. E você, o que pensa sobre o impacto de guerras na vida de quem precisa sair de casa para buscar segurança? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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