Trotes ocupam 10% das chamadas ao 190 da Bahia em 2026, diz SSP

Escrito por: Diógenes Cunha

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Nos primeiros meses de 2026, o serviço de emergência da Secretaria da Segurança Pública registrou um volume expressivo de trotes: **18,9 mil** ligações indevidas feitas pelos números 190, 193 e 197. Esses registros representam cerca de **10%** do total de chamadas recebidas no Centro Integrado de Comunicações (CICC) no período de janeiro a fevereiro. Além disso, o número destacado de trotes coincide com mais de **7,5 mil ocorrências reais** que poderiam ter recebido atendimento, conforme avaliação do setor responsável.

O diretor da Superintendência de Telecomunicações da SSP, o tenente-coronel Luciano Jorge, afirmou que esse volume de trotes vai além de um incômodo administrativo: ele significa perda de tempo e de recursos que poderiam ser usados para situações reais de emergência. “Quando analisamos o ano de 2025, esse dado é ainda mais alarmante, pois foram realizados **115 mil trotes no último ano**”, revelou o oficial, destacando o peso do problema para a operação das forças de segurança.

Dados de 2025 ainda mostram o impacto prático: as ligações falsas ocuparam cerca de **4 mil horas** de atendimento, o que, se convertido, impediria o acionamento de aproximadamente **57 mil ocorrências reais**. O oficial reforçou a gravidade da situação, evidenciando que as chamadas fraudulentas ocupam linhas que deveriam atender quem realmente precisa de ajuda das forças de segurança.

A observação sobre o perfil das ligações aponta padrões claros: as trocas de mensagens ocorreram principalmente pela manhã e à tarde, com picos durante as férias escolares, praticadas por crianças e adolescentes. À noite, as chamadas tendem a ser feitas por adultos, com destaque para conversas inapropriadas e assédios aos atendentes. Esses relatos ajudam a entender onde as ações preventivas devem atuar para reduzir a prática.

Sob o aspecto legal, o trote é tratado como crime pelo Código Penal. Quem o pratica pode responder criminalmente pelo ato, e as falsas chamadas, além de ocuparem a linha, dificultam o atendimento a pessoas que realmente dependem da atuação das forças policiais. “As falsas chamadas ocupam a linha e tiram atendimento de alguém que realmente precisa das forças policiais”, completou o oficial.

Esse panorama reforça a necessidade de ações educativas, monitoring mais efetivo e campanhas de conscientização para moradores da região. Reduzir esse tipo de prática depende da participação de pais, educadores e da sociedade como um todo, que precisa entender o impacto real de cada trote na segurança da cidade.

Se você acompanhou as informações acima, compartilhe sua opinião nos comentários: o que você acha que pode ser feito para reduzir trotes e proteger quem realmente precisa de ajuda? Sua visão pode contribuir com soluções úteis para a nossa cidade e incentivar um uso mais responsável dos serviços de emergência.

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