Resumo rápido: moradores de Santa Catarina recebem com reservas a ideia de Carlos Bolsonaro disputar o Senado, segundo a AtlasIntel. Caroline de Toni aparece em evidência na disputa, enquanto o apoio à candidatura de Amin persiste entre parte dos aliados. A pesquisa também mostra força de Flávio Bolsonaro no estado e aponta avaliações negativas ao atual governo federal entre os catarinenses.
A mudança de estratégia envolvendo Carlos Bolsonaro ocorreu após o sinal do ex-presidente Jair Bolsonaro para a região. O Partido Liberal tentou articular uma aliança com o PP para apoiar Esperidião Amin, mantendo, porém, a possibilidade de Caroline de Toni concorrer ao Senado. Com a atuação de Michelle Bolsonaro, Toni manteve a intenção de se lançar e o PL acabou consolidando uma chapa com Toni ao Senado ao lado de Carlos. Amin afirmou que já não iria abandonar a candidatura à reeleição, mantendo a visão de continuidade.
Na simulação de cenário para o Senado, os números indicam Caroline de Toni com 30,7% das intenções de voto, seguida por Esperidião Amin com 20,1%. Carlos Bolsonaro aparece com 18,3%, Décio Lima soma 13,4% e Afrânio Boppré registra 9,7%. Brancos ou nulos chegam a 5%, enquanto 2,8% não sabem responder. Esses dados ajudam a medir o impulso da campanha de Toni frente aos rivais, incluindo o deslocamento de Carlos para o estado.
Em uma leitura sobre a aceitação da estratégia de Carlos Bolsonaro, 50% dos entrevistados enxergam oportunismo político frente aos interesses do estado, 25,6% entendem ser a melhor alternativa para o estado, 20,6% consideram a estratégia legítima, ainda que questionável, e 3,7% não souberam opinar. Entre os catarinenses, a avaliação da manobra familiar é complexa e divide opiniões, especialmente entre aqueles que acompanham a atuação de Jair Bolsonaro e seus filhos.
Quando o foco é a rejeição a cada personagem, Carlos Bolsonaro registra 43,6% de rejeição entre os moradores da região, ficando atrás de Lula, que soma 65,1%, e de Dércio Lima, com 52,3%. Eduardo Leite aparece com 43,8% de rejeição. Em contrapartida, as taxas de rejeição mais baixas aparecem para Caroline de Toni, com 23,9%, e para Esperidião Amin, com 21,6%. Esses números ajudam a entender por que Flávio Bolsonaro continua forte no estado, independentemente da posição de Carlos.
No quadro de liderança, Flávio Bolsonaro desponta com 53,4% em cenário com vários candidatos, contra 28,4% de Lula. Em um eventual segundo turno, Flávio alcança 59,4% frente a 31,1% de Lula. Nos cenários de segundo turno envolvendo outros nomes, Lula fica muito abaixo de potenciais concorrentes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e até Jair Bolsonaro. A comparação mostra uma vantagem clara de Flávio, caso a região queira manter o eixo familiar em diálogo com o eleitorado local.
A opinião sobre o governo federal que governa o Brasil é marcada por desaprovação expressiva entre os moradores da região. O índice de aprovação de Jair Bolsonaro, caso o uso de seu nome se relacione a uma leitura de governo, aponta para um patamar ainda menor do que o observado para outros nomes da cena nacional. A pesquisa também mostra que a avaliação do presidente Lula, de forma geral, permanece baixa entre os entrevistados, refletindo o ceticismo com a condução de políticas nacionais.
A AtlasIntel realizou o levantamento de 25 a 30 de março de 2026, com 1.280 pessoas com 16 anos ou mais em Santa Catarina. O intervalo de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro do estudo no Tribunal Superior Eleitoral tem os números BR-01666/2026 e SC-05257/2026. Esses dados ajudam a entender o pulso político da região, especialmente em uma fase de mudanças de alianças e estratégias entre cidades vizinhas.
Com a leitura dos dados, fica evidente que o cenário catarinense está em transformação. Caroline de Toni se destaca como nome forte na disputa ao Senado, enquanto o grupo político liderado por Carlos Bolsonaro enfrenta resistência entre parte da população local. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro mostra potencial de liderança regional, o que pode influenciar futuras composições e alianças em Santa Catarina. O eleitorado, por sua vez, tende a valorizar propostas que tragam clareza sobre interesses regionais e uma agenda capaz de traduzir ganhos práticos para a população.
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