Resumo curto: A Superintendência do IPHAN na Bahia formalizou a contratação da Alma – Arquitetura e Restauro para restaurar a Igreja e o Convento de São Francisco de Assis, em Salvador, por R$ 2,898 milhões. O acordo tem vigência de 1 ano e 3 meses (27 de março de 2026 a 27 de junho de 2027) e ocorreu por inexigibilidade. O conjunto, tombado, possui um histórico de emergências desde o desabamento do teto em fevereiro de 2025, que levou a intervenções emergenciais e a novas contratações para estabilização, com aportes adicionais previstos pelo Novo PAC para dar início efetivo ao restauro.
A Alma – Arquitetura e Restauro, escritório baiano chefiado pelo arquiteto Elias Machado, já tem histórico de intervenções em patrimônios públicos na capital. Entre os trabalhos do portfólio divulgados, estão o Restauro do Relógio de São Pedro, em área histórica da Avenida Sete de Setembro, e o painel de azulejos “Riquezas da Bahia” que decora o Elevador Lacerda, ambos executados mediante contratações da Prefeitura de Salvador. Essa experiência pesou na escolha da instituição para liderar o restauro da Igreja e do Convento de São Francisco de Assis.
O conjunto arquitetônico, que data do século XVII e XVIII, é tombado pelo IPHAN e pertence à Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, integrando a Região Franciscana da Bahia. O projeto de restauração envolve não apenas a recuperação estrutural, mas também a preservação de elementos históricos que compõem o patrimônio local, considerado essential pela gestão regional.
A formalização do contrato ocorre após o desabamento do teto da Igreja de São Francisco de Assis, em 5 de fevereiro de 2025, durante a visitação de turistas. A tragédia resultou na morte da jovem Giulia Righetto, 26 anos, e acentuou a urgência de intervenções de salvaguarda. Em resposta, o IPHAN manteve o acompanhamento técnico e acionou medidas de proteção para o monumento.
Imediatamente após o ocorrido, o superintendente do IPHAN na Bahia, Hermano Queiroz, anunciou ações emergenciais para a estabilização, escoramento, acessibilidade e segurança do monumento, complementando os aportes já destinados à manutenção do espaço. A prioridade é interromper qualquer risco adicional à estrutura e aos visitantes, enquanto o planejamento definitivo do restauro é delineado.
Em março, a ação emergencial ganhou contorno com a contratação da Mehlen Construções LTDA, no valor de R$ 1,376 milhão, para realizar serviços de estabilização, remoção e acondicionamento de elementos do forro da nave e da cobertura da igreja. O escopo foi ampliado até fevereiro deste ano, diante da necessidade de intervenções adicionais identificadas durante a execução dos trabalhos.
Ainda no segundo semestre, o IPHAN confirmou, em fevereiro deste ano, que seriam destinados R$ 20 milhões em recursos do Novo PAC para iniciar de forma efetiva o restauro da igreja. Embora os detalhes do cronograma das etapas, do manejo durante a obra e de eventuais interdições ainda estejam em definição, o conjunto permanece sob a gestão da Região Franciscana da Bahia, com a igreja e o convento recebendo atenção especial para a preservação do patrimônio histórico.
O caso representa um marco na proteção do patrimônio cultural de Salvador, unindo esforços institucionais, a experiência técnica de empresas locais e o compromisso de manter viva a memória histórica da cidade. A restauração não apenas busca devolver a função ao espaço, mas também assegurar que futuras gerações possam conhecer de perto a riqueza arquitetônica tombada pelo IPHAN.
E você, leitor, o que pensa sobre os caminhos para recuperar um patrimônio tão significativo para a cidade? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre preservação histórica e melhorias para o Centro Histórico de Salvador.
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