Fabíola Mansur, suplente de deputado estadual, encerra 18 anos de militância no PSB e formaliza a filiação ao PV. A cerimônia, realizada com a presença do presidente estadual da sigla, Ivanilson Gomes, marcou a entrada da parlamentar na Federação Brasil da Esperança, aliança que reúne PT, PCdoB e PV. O movimento é visto como um passo estratégico para ampliar as chances de reeleição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e fortalecer a atuação do bloco nos próximos pleitos.
Nesta legislatura, Fabíola ocupou a cadeira de suplente entre 2023 e 2026, substituindo o titular quando necessário. Ela se despediu do Parlamento após o retorno do titular Angelo Almeida, o que abriu espaço para reeleger a partir da nova composição da federação. A mudança reforça a estratégia de reagrupamento de forças no cenário baiano, buscando consolidar espaços na AL-BA para as eleições futuras. O movimento também sinaliza um redesenho de alianças que pode impactar a dinâmica local de poder.
Antes de optar pelo PV, Fabíola manteve conversas avançadas com o PSD e chegou a haver um protocolo encaminhado para filiação. No entanto, a federação com PT e PCdoB ofereceu uma perspectiva mais ampla para disputar a recondução ao Legislativo. A legenda reforçou que a aliança multicolor não apenas amplia o número de aliados, mas também dá coesão ao projeto de governança na Bahia. A parlamentar, portanto, passa a figurar na chapa apoiada pela federação na AL-BA.
Lídice da Mata, presidente do PSB na Bahia, criticou o novo formato de filiação e o conceito de domicílio eleitoral promovido pelas atualizações da legislação. Em tom direto, citou Fabíola para ilustrar a lógica de decisão que, segundo ela, está baseada mais em cálculo do que em ideologia. “Fabíola foi, nessa mesma lógica. Ela saiu do PSB, mas ainda nem decidiu qual é o partido para o qual vai. Então, está fazendo conta. Nós atualmente não discutimos ideias, discutimos matemática.”
Além disso, a pauta de alianças voltou a ganhar espaço, com Fabíola mantendo contatos com PV e PDT. Em meio ao movimento, surgiu ainda o recado de que Robinson Almeida, deputado estadual pelo PT, a convidou a integrar o Partido dos Trabalhadores. A costura política na Bahia aponta para uma estratégia de aliança que vai além de cores partidárias, buscando consolidar a moldura da oposição e do governo no placar estadual.
A mudança de sigla de Fabíola revela a dinâmica de palanque que tem marcado a política da Bahia, onde alianças regionais podem redefinir o equilíbrio de forças na AL-BA. Como leitor, você percebe esse redesenho de coalizões como um passo natural para quem busca manter mandato, ou vê nisso apenas jogo de poder? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa que envolve moradores da região.

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