Resumo: o governo enviou ao Senado, nesta quarta-feira (1º), a mensagem oficializando a indicação de Jorge Messias ao STF, anunciada por Lula. A partir de agora, o processo avança para sabatina na CCJ e votação no plenário.
Com o envio, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachar Messias para a Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), poderá agendar a sabatina e levar o nome a voto dos parlamentares, completando mais uma etapa do processo de indicação para o STF.
No mesmo dia, Lula concedeu entrevista ao Ceará e provocou reação entre parlamentares ao comentar a formação de uma base governista no Senado. O presidente afirmou que as eleições para o Senado são decisivas e que o senador com mandato de oito anos pode julgar-se superior, o que, segundo ele, dificulta a governabilidade sem sustentação interna no Legislativo. “As eleições para o Senado são muito importantes. O senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do Senado.”
As réplicas da oposição vieram rápidas. O líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que “a melhor propaganda que a campanha nos proporciona é Lula falando”. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi mais duro: afirmou que a fala de Lula pode ampliar a resistência à indicação de Messias, descrevendo a fala como resultado de alguém que não valoriza o Legislativo. Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) relativizou o efeito direto, dizendo que Lula pode até pensar que é Deus, mas Messias, pelo seu estilo, independe de Lula.
Analistas avaliam que o episódio pode influenciar parlamentares de centro no Senado, especialmente durante a sabatina, com negociações de bastidores moldando o apoio ou a resistência à nomeação. A expectativa é de que a sabatina ocorra em prazo que permita consolidar apoio ou sustentar objeções entre os pares, definindo o possível desfecho para a indicação de Messias ao STF. Acompanhe os desdobramentos e compartilhe sua opinião nos comentários sobre o que essa indicação representa para o equilíbrio entre os poderes.

Comentários do Facebook