PM aposenta coronel preso por matar a esposa. Veja qual será o salário

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Resumo: a Polícia Militar de São Paulo aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, sob acusação de matar a esposa, a policial Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. A aposentadoria, publicada no Diário Oficial, assegura o pagamento integral do salário dele como pensão. Conforme laudos periciais, a linha narrativa de suicídio apresentada pelo militar não condiz com os elementos apurados, incluindo mensagens do casal recuperadas pela perícia que contrariam a versão do suspeito. O caso envolve, ainda, a prisão do coronel e avalia-se o andamento das decisões administrativas e judiciais.

A decisão de aposentar o oficial, publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (2/4), também contempla o salário integral como pensão. Dados divulgados pelo Portal da Transparência, repetidos pelo Metrópoles, indicam que o coronel recebe R$ 30.861,87 mensais, enquanto Gisele Santana recebia R$ 7.222,33 por mês. A diferença abrupta entre os vencimentos, em meio a uma investigação que envolve violência doméstica, reforça o nosso entendimento de que o contexto do crime exige apuração criteriosa pelas autoridades competentes.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã de 18 de março, em um condomínio residencial de São José dos Campos, no interior de São Paulo. O pedido de prisão preventiva já havia sido feito pela Polícia Civil no dia 17 de março, após a conclusão de laudos que descartaram a hipótese de suicídio. Ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, onde passou a responder pela morte da companheira.

Conforme o inquérito, a perícia recuperou mensagens apagadas entre o casal, sugerindo que o militar manipulou o conteúdo para sustentar a versão de que seria o responsável apenas pelos pedidos de separação, e não a vítima. Horas antes do disparo, Gisele havia escrito que concordava com o divórcio e poderia formalizá-lo ainda naquela semana, o que, segundo a investigação, desfaz a narrativa de que a vítima se suicidou ante o término do relacionamento.

Entre os desdobramentos recentes, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, anunciou a instauração de um conselho deliberativo para avaliar a demissão do oficial, à luz das evidências apresentadas. A atuação institucional busca esclarecer se houve falha ou conduta inadequada, bem como as condições em que se deu a atuação do superior na cena do crime.

Relembre o caso: Gisele Alves Santana, policial militar, tinha 32 anos e foi encontrada gravemente ferida no apartamento em que morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e transportada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em virtude de traumatismo cranioencefálico causado por disparo de arma de fogo. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou por reavaliação após perícias que apontaram inconsistências na versão apresentada pela defesa. A Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da esposa, e a Justiça Militar decretou a prisão preventiva no dia 18 de março.

E você, leitor, o que pensa sobre o desenrolar deste caso? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas leituras sobre as escolhas da Polícia Militar e do sistema judiciário diante de um episódio tão complexo entre compatibilidade entre vida pessoal, honra institucional e responsabilidade pública.

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