Corpo é encontrado após 27 dias de buscas no Rio do Peixe, em Santa Cruz de Goiás
O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) localizou, na última sexta-feira (3/4), o corpo de André Luciano de Moraes, 46 anos, que estava desaparecido desde 9 de março após entrar no Rio do Peixe, na Fazenda Curral de Pedra, zona rural de Santa Cruz de Goiás (GO).
Segundo os bombeiros de Pires de Rio, André entrou na água para recuperar uma canoa após o rompimento de uma corda. A tragédia desencadeou uma longa operação de busca, que envolveu equipes terrestres, náuticas e aéreas, com botes infláveis, canoas, drone e mergulho autônomo, percorrendo dezenas de kilômetros do curso do rio em busca do parente desaparecido.
As operações, iniciadas no dia 9 de março, foram marcadas por condições climáticas adversas, com chuvas constantes que dificultaram o trabalho das equipes. Entre 9 e 18 de março houve varredura na superfície, mergulhos estratégicos no ponto zero do afogamento e buscas em remansos, corredeiras e galhadas, chegando a acompanhar parte do perímetro do rio até a confluência com o Rio Corumbá.
Em 19 de março, as buscas foram temporariamente suspensas, retornando apenas nos dias 23 e 24 do mesmo mês, com reforço de aeronave e ampliação do perímetro de atuação. Consolidados os trabalhos, novas incursões foram realizadas em 3 e 4 de abril, levando as equipes a 27 dias de operação, com o envolvimento da 14ª CIBM, Batalhão de Operações, Proteção Ambiental e Resposta a Desastres (BOPAR) e do 9º Batalhão Bombeiro Militar, apoiados por diversas viaturas e equipamentos especializados.
No 14ª dia, um trabalhador de um sítio afirmou ter visto o corpo boiando num remanso e avisou vizinhos, que gravaram um vídeo do ocorrido. Contudo, quando as equipes chegaram ao local, o corpo já havia desaparecido. A localização ocorreu no 15º dia de buscas, por volta das 13h50, a cerca de 11km abaixo do ponto inicial do afogamento, nas margens do rio. O corpo foi, em seguida, entregue à Polícia Técnic o-Científica para os procedimentos legais.
A ocorrência reforça a necessidade de cautela e segurança nos locais de banho e atividades lúdicas ribeirinhas. Enquanto ainvestigação segue, moradores da região e familiares aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias do desaparecimento e a data oficial de registro. As equipes envolvidas destacam a importância de coordenação entre as frentes de busca para prevenir novas tragédias nas águas da região.
Galeria de imagens
Este caso acompanha um desfecho que reuniu bombeiros, familiares e moradores da região em um esforço conjunto para localizar André Luciano de Moraes, que se perdeu em meio à corrente do Rio do Peixe. A observação das condições climáticas, a diversificação das frentes de busca e a paciência das equipes mostraram a complexidade do serviço de resgate em ambientes ribeirinhos. A conclusão do levantamento marca um momento conclusivo das operações na região, com a entrega do corpo á Polícia Técnica-Científica para os procedimentos legais.
Você acompanha relatos como este para entender como as equipes de salvamento atuam em condições desafiadoras e, sobretudo, para refletir sobre a seguranáca ribeirinha nas comunidades. Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários abaixo.






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