AL-BA tem 21 mudanças na janela partidária com incremento no Avante e “fim” da federação PRD-Solidariedade; confira

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Resumo curto: A janela partidária da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) movimentou 21 migrações de legenda entre 5 de março e 4 de abril, abrindo espaço para a disputa eleitoral deste ano. O campo governista viu o Avante ampliar sua bancada de forma expressiva, enquanto a oposição ganhou reforços e redesenhou alianças. O conjunto de mudanças redefine o equilíbrio de forças na Bahia e aponta para um pleito com disputas acirradas e reorganização de siglas.

No campo governista, o Avante saiu de uma única cadeira para sete, com a chegada de Binho Galinha (ex-PRD), Felipe Duarte (ex-PP), Laerte do Vando (ex-Podemos), Luciano Araújo (ex-Solidariedade), Soane Galvão (ex-PSB) e Vitor Azevedo (ex-PL). O PV, por sua vez, viu a bancada crescer para quatro deputados, mantendo Roberto Carlos e Marquinho Viana entre seus integrantes. A sigla perdeu Vitor Bonfim para o PSB, mas recebeu Fabíola Mansur (ex-PSB) e Antônio Henrique Jr. (ex-PP) entre suas fileiras, reforçando o campo governista na Casa.

A extinção de representantes da Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade) na AL-BA provocou migrações para outros partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A reorganização abriu espaço para o PDT abrigar os candidatos, em articulação com aval do governo baiano, reunindo também o Podemos e todo o PRD. A indisponibilidade de parte da sigla oposicionista abriu caminho para contar com uma bancada de até sete deputados no PDT, fortalecendo o conjunto de forças da base governista para o pleito.

Os pedetistas conseguiram consolidar a fusão com o Podemos e com todo o PRD, aumentando o peso do PDT na AL-BA. A manobra estimula uma bancada de até sete deputados estaduais, com o objetivo de desafiar siglas tradicionais como PSDB, Republicanos, MDB, PSB e o próprio Avante. Entre as mudanças estratégicas, o PRD contava com Binho Galinha, que migrou para o Avante após uma brecha, e que permanece preso desde outubro de 2025, em meio a investigações que apontam para a atuação de uma milícia em Feira de Santana. O Podemos também viu a saída de Laerte do Vando, deixando a sigla sem representantes de mandato.

Na oposição, o campo ganhou reforços com Cafu Barreto (União) e Angelo Coronel Filho (Republicanos). Penalva (ex-PDT) e Marcelinho Veiga (ex-União) também migraram para o Progressistas, fortalecendo a sigla na bancada. Além disso, o PL ampliou sua presença com as chegadas de Paulo Câmara (ex-PSDB) e Samuel Júnior (ex-Republicanos), mantendo Raimundinho da JR. A soma de saídas e chegadas levou o PL a contar com cinco deputados, contribuindo para a recomposição das forças da oposição na Casa.

Confira como ficou a divisão de bancadas após as mudanças. Pela Federação União Progressista (União/PP) aparecem Hassan (PP), Penalva (PP), Marcelinho Veiga (PP), Nelson Leal (PP), Junior Nascimento (União), Cafu Barreto (União), Katia Oliveira (União), Luciano Ribeiro (União), Luciano Simões Filho (União), Manuel Rocha (União), Pedro Tavares (União), Robinho (União) e Sandro Régis (União). Pela Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), constam Rosemberg (PT), Zé Raimundo (PT), Osni (PT), Junior Muniz (PT), Robinson Almeida (PT), Euclides Fernandes (PT), Fátima Nunes (PT), Maria Del Carmen (PT), Angelo Almeida (PT), Neusa Cadore (PT), Marquinho Viana (PV), Roberto Carlos (PV), Antônio Henrique Jr. (PV), Eduardo Salles (PV), Bobô (PCdoB), Fabrício Falcão (PCdoB), Zó (PCdoB) e Olívia Santana (PCdoB).

O movimento de 21 mudanças de legendas na AL-BA revela um Parlamento em transição acelerada, com realinhamento de base e disputa direta pela influência sobre o governo estadual e o processo eleitoral. A conjuntura aponta para uma Bahia cada vez mais mobilizada, com siglas buscando ampliar espaço de negociação e condições de maioria na Casa para os próximos meses.

E você, leitor, qual leitura faz dessas mudanças na AL-BA? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como esse rearranjo de legendas pode impactar as eleições na Bahia e a atuação dos principais blocos no cenário local. Sua voz importa para entendermos juntos o desdobramento político que se desenha.

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