Angelo Coronel Filho, deputado estadual pelo Republicanos, foi indicado para vice-líder da minoria na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A proposta foi protocolada na última segunda-feira (6) pelo líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), em meio a movimentos políticos que incluem mudanças de fidelidade e alinhamentos na cena estadual. A designação ocorre em meio ao rompimento de Coronel Filho com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ingresso do clã Coronel no Republicanos, configurando um capítulo decisivo para a articulação oposicionista na Bahia. Além disso, o deputado foi apresentado como candidato na composição de ACM Neto, principal nome da oposição na dobradinha com a União.
Ao anunciar a indicação, Correia afirmou, na forma regimental, a substituição para ocupar a vaga de Vice-líder do Bloco da Minoria. Em nota publicada, ele agradeceu antecipadamente e deixou claro que a bancada está à disposição para dirimir eventuais dúvidas que surgirem durante o processo de nomeação. A mensagem do líder reforça o papel estratégico da vaga dentro do bloco oposicionista e sinaliza a coesão entre os integrantes que buscam fortalecer a atuação da oposição na AL-BA.
O parlamentar em questão é filho do senador Angelo Coronel, hoje também filiado ao Republicanos. A ruptura com Jerônimo Rodrigues se consumou depois de Coronel ser deixado fora da chapa majoritária, o que levou Angelo Coronel Filho a migrar, ao lado do pai, do PSD para o Republicanos no dia 17 de março. A mudança de sigla, descrita como um movimento de relevo dentro da política baiana, reforça a presença da família Coronel no mapa político local e altera o equilíbrio de forças entre governo e oposição.
O contexto envolve a estratégia da base governista, que optou por uma chapa majoritária “pura” para o Senado, com os petistas Jaques Wagner e Rui Costa disputando a vaga. Diante desse cenário, o rompimento do clã Coronel abriu espaço para a formação de alianças distintas dentro da oposição, já que Angelo Coronel Filho surge como componente importante dessa configuração, especialmente ao integrar a chapa de ACM Neto, líder da oposição na Bahia, na coligação União. A movimentação reflete as mudanças de comando e as readequações de forças que costumam acompanhar as eleições estaduais.
A escolha por Angelo Coronel Filho na composição da oposição sinaliza uma trajetória de consolidação de alianças que podem influenciar o radar político da Bahia nos próximos meses. Com o apoio do clã Coronel e o viés de atuação da oposição, novas leituras sobre a disputa ao governo estadual começam a ganhar forma, destacando a importância de entender as mudanças de aceno e as possíveis convergências entre grupos que já atuam nos bastidores da Casa.
E você, leitor, como interpreta esse movimento na política baiana? Acredita que a indicação de Angelo Coronel Filho para a vice-liderança da minoria pode repercutir em futuras disputas na AL-BA e nas alianças da oposição? Deixe seu comentário abaixo com suas opiniões e perspectivas sobre o tema.

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