Resumo: uma caminhonete do Corpo de Bombeiros da Bahia foi flagrada em uma obra de reforma em Vilas do Atlântico, Lauro de Freitas, ligada ao ex-comandante Adson Marchesini. O imóvel fica na Rua do Sossego e está registrado em nome de Adla Angelini Almeida, apontada como irmã de consideração de Marchesini, que confirmou ser proprietário. A reforma, iniciada há mais de um ano e concluída há cerca de quatro meses, envolveu uso de veículo institucional para transporte de materiais. Marchesini já se afastou do cargo e, recentemente, anunciou pré-candidatura a deputado federal, tema que reacende debates sobre transparência e influência de figuras públicas na cidade.
Vizinhos relatam que a obra exigiu alto investimento. Uma moradora, que preferiu não se identificar, disse que o ex-comandante acompanhava a reforma de perto e, segundo ela, quase demoliu a casa inteira. A tensão entre o aparato público e a atividade privada na região colocou a atenção de moradores na dinâmica entre poder e uso de bens da corporação durante a intervenção. A Associação de Moradores da localidade não confirmou, mas destacou a curiosidade sobre quem, de fato, financiou o empreendimento.
A reforma foi iniciada há pouco mais de um ano e foi concluída há cerca de quatro meses. Durante esse período, uma pick-up L200 Triton, placa RDQ 3A89, ano 2022, registrada em nome do Corpo de Bombeiros, teria sido utilizada para transportar materiais de construção. Imagens veiculadas pela reportagem mostram um homem retirando blocos de cimento da carroceria, com outro trabalhador ao lado. Na época, Marchesini ainda ocupava o comando da corporação.
Em 25 de março, Marchesini anunciou pré-candidatura a deputado federal para as eleições de outubro. Ele foi exonerado do cargo em abril do ano anterior, em meio a questionamentos sobre o uso de recursos e veículos oficiais. A proximidade entre a atuação pública anterior e a reforma levou leitores a questionarem os limites entre função pública e interesses pessoais na cidade.
Sobre o uso do veículo institucional na obra, o ex-comandante declarou: “Tem carro que me serve. Fui ver a obra várias vezes. É minha (picape vermelha), que eu usava. Meu motorista me levava para ver a obra. Posso ter levado alguma coisa quando fui. É normal, mas carregar material, não, esqueça.” A resposta sugere uma explicação simples para o uso do veículo, sem, porém, afastar a curiosidade pública sobre a origem dos materiais e a titularidade do bem.
Ao comentar as imagens, Marchesini reforçou a defesa de que não houve irregularidade: “Eu não estou gostando do rumo dessa prosa. Sou respeitado e me respeite. Eu fui comandante, tinha um carro à minha disposição que vinha comigo e, às vezes, levava uma caixa ou outra — isso é coisa minha. Minha casa foi feita por uma empresa, foi entregue pronta, meus móveis foram feitos por uma empresa. Não fiz mudança, não fiz nada. Estou tranquilo.”
A reportagem também destaca a ligação entre o imóvel, a localização e a família associada ao ex-comandante. A residência fica em Vilas do Atlântico, uma área de Lauro de Freitas que chama a atenção de moradores da cidade e da região metropolitana de Salvador para casos envolvendo figuras públicas da segurança pública. O destaque recai sobre a necessidade de transparência em relações entre a atuação militar, a propriedade privada e o planejamento urbano na localidade.
E você, leitor, o que pensa sobre a relação entre cargos públicos e uso de recursos na cidade? Deixe sua opinião nos comentários, traga seus pontos de vista e perguntas para enriquecer o debate público sobre esse caso que envolve uma figura de destaque da segurança e a política local. Compartilhe suas lembranças e preocupações para que possamos entender melhor o impacto dessa história na vida da comunidade de Lauro de Freitas.

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