Dois dos quatro baianos encontrados mortos em João Pessoa foram sepultados neste domingo, em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, Bahia. A confirmação sobre os enterros foi feita pelo secretário municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Geraldo Miguel. O velório de Sidclei Silva, 21 anos, e Gismario Santos, 23, ocorreu na quadra poliesportiva do bairro Caixa D’Água, e o sepultamento aconteceu por volta das 10h no cemitério da cidade, em meio a apoio de moradores que acompanharam o cortejo pelas ruas, com participação de um grupo de motociclistas que prestaram homenagem a um dos caixões.
Os demais dois trabalhadores, identificados como Lucas Bispo e Cleibon Jaques, devem ser enterrados em Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru. Ainda não foram divulgados pelos familiares detalhes sobre os atos fúnebres. Os quatro homens eram companheiros de trabalho e haviam se mudado da Bahia para a Paraíba há aproximadamente dois meses, para atuar em uma obra na região metropolitana de João Pessoa.
Os corpos foram localizados em uma área de mata dentro de uma granja no bairro Brisamar, após moradores denunciarem a presença de um veículo abandonado na região. Uma equipe da Polícia Militar encontrou o carro com sinais de sujeira e odor forte, o que motivou buscas nas proximidades, onde foram encontrados os corpos. A perícia inicial indica que o veículo pode ter sido utilizado para transportar as vítimas, que estavam trabalhando na construção civil e estavam hospedadas em uma casa de apoio no município de Bayeux, onde permaneceram cerca de 15 dias para a obra.
Segundo a Polícia Civil da Paraíba, o desaparecimento foi percebido pelo motorista responsável por levar os trabalhadores ao local de trabalho. Ao chegar à residência, ele encontrou o imóvel revirado e os ocupantes ausentes. A perícia inicial aponta que as vítimas foram mortas a tiros há cerca de dois dias. Três dos corpos apresentavam as mãos amarradas para trás. A identidade das vítimas foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML) na sexta-feira (3), após os exames que ajudaram a confirmar os nomes.
A investigação trata o caso como uma ocorrência violenta de difícil elucidação no momento, com a Polícia Civil da Paraíba analisando as evidências reunidas na granja de Brisamar e o histórico dos trabalhadores migrantes que chegavam à Paraíba para atuar em obras. O carro roubado e abandonado, após ficar sem combustível, é visto pela perícia como possível elemento central para entender a logística do crime. A dinâmica descrita pelos oficiais aponta para uma ação criminosa bem planejada, envolvendo deslocamento de trabalhadores que vinham de outra região para trabalhar na construção civil.
A polícia reforça que o caso está em andamento e que diligências continuam para localizar outras testemunhas e imagens de câmeras de segurança que possam esclarecer o que ocorreu nos dias anteriores ao achado dos corpos. As famílias dos dois próximos sepultamentos aguardam informações adicionais sobre os horários e os locais, para que as cerimônias ocorram com o devido respeito às vítimas. Enquanto as apurações seguem, a comunidade local e as cidades envolvidas acompanham com apreensão as novidades que surgem das investigações da Polícia Civil e do IML.
Diante de toda a comoção gerada pelo ocorrido, fica o alerta para a segurança de trabalhadores migrantes que chegam à região para atuar em grandes obras. As autoridades ressaltam a importância de apoiar essas equipes com condições adequadas de hospedagem, transporte seguro e canais de denúncia eficazes, para que incidentes como este não voltem a ocorrer. A Polícia Civil continuará coletando provas, ouvindo testemunhas e monitorando evidências em busca de respostas definitivas para o caso.
Qual é a sua opinião sobre as medidas de proteção aos trabalhadores migrantes em grandes obras? Você acredita que as ações de segurança e fiscalização precisam ser revistas para evitar tragédias semelhantes? Compartilhe seus pensamentos nos comentários abaixo e ajude a enriquecer o debate com sua experiência e perspectiva regional.

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