Alexandre Toge da Silva, 41 anos, foi alvo de agressões de homens que se apresentavam como seguranças à paisana dentro do Shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo, durante uma negociação de venda de celular. A vítima saiu com hematomas no rosto e dores nas costelas, após ser cercado, contido e conduzido a um corredor, quando o pagamento da transação não foi confirmado. O caso foi registrado como estelionato e lesão corporal no 53º Distrito Policial, e as investigações seguem.
Antes do episódio, Alexandre Toge da Silva havia anunciado o celular em uma rede social e passou a conversar com um suposto interessado que dizia atuar como intermediário da venda. A proposta previa que um casal retirasse o aparelho pessoalmente, com pagamento feito remotamente. Ao perceber que a transferência não ocorreria, ele tentou encerrar a negociação e sair com o celular, quando foi cercado por homens que se apresentavam como seguranças.
Uma funcionária do Shopping Aricanduva, que prefere não se identificar, disse ao Metrópoles que os seguranças à paisana atuaram de forma isolada. Ela relatou que, durante a contenção, uma das pessoas cobrava o pagamento, sem ouvir a versão de Alexandre. Ela afirmou que os seguranças uniformizados não participaram diretamente da abordagem, limitando-se a se aproximar para observar a situação.
No corredor próximo às escadas de emergência, Alexandre relata ter sido segurado e enforcado diversas vezes. Ele descreveu a sensação de não conseguir respirar direito e lembra de ter ficado no chão, tentando se levantar, enquanto a ação durava. Em suas palavras, houve “uns cinco enforcamentos” e ele não era ouvido pelos agressores.
Durante as agressões, um dos seguranças à paisana pegou o celular para atender a uma ligação. Do outro lado estava Luana, namorada de Alexandre. Ela contou que, ao perceber o sumiço dele, ligou para ele e recebeu uma voz que parecia a de Alexandre: “Oi? É o Alexandre”. Preocupada, Luana acionou a polícia, temendo tratar-se de golpe ou roubo.
Após o atendimento médico inicial, Alexandre foi encaminhado à delegacia, onde registrou Boletim de Ocorrência relatando as agressões. A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como estelionato e lesão corporal no 53º Distrito Policial (Parque do Carmo) e que a vítima foi orientada sobre o prazo para a representação criminal, necessária para o prosseguimento das investigações.
A administração do Shopping Aricanduva não respondeu até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto e as investigações devem esclarecer se houve participação de seguranças à paisana ou apenas de terceiros. O episódio reacende debates sobre segurança e conduta em centros comerciais, além da necessidade de fiscalização de serviços de vigilância.
E você, leitor, o que pensa sobre situações em que a linha entre segurança e abuso fica turva dentro de espaços públicos? Compartilhe sua opinião, comente abaixo e participe do debate sobre golpes, responsabilização de estabelecimentos e proteção aos frequentadores da cidade.

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