Resumo: o cenário político para as eleições de 2026 na Bahia ganha contornos em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) mantendo força junto ao governo estadual e uma oposição articulada por ACM Neto (União) ao lado de Zé Cocá (PP), ex-prefeito de Jequié. A prefeita Edione Oliveira (PT) permanece em posição estratégica, avaliando apoios para deputado estadual e federal, enquanto o estilo de alianças se redefine. O anúncio de quatro nomes para as disputas, incluindo Hassan Iosseff e Júlio Pinheiro, sinaliza uma corrida com várias frentes, sem que uma única direção esteja consolidada.
Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, o foco recai sobre a atuação da prefeita Edione Oliveira, cuja atuação nas eleições de 2022 foi decisiva para o PT, mesmo quando ela estava filiada ao PP. A leitura do momento aponta para a continuidade do apoio ao governo estadual, dada a relação política construída e os investimentos direcionados ao município. Contudo, há incerteza sobre o alinhamento nas candidaturas proporcionais e sobre quem Edione apoiará para deputado estadual.
Edione abriu o jogo ao revelar sua intenção de apoiar quatro nomes: Hassan Iosseff (PP) e Júlio Pinheiro (PT) para deputado estadual; Jorge Solla (PT) e Neto Carletto (Avante) para deputado federal. A configuração demonstra uma estratégia diversificada, mantendo portas abertas com diferentes siglas e evitando a consolidação de uma única aliança para o conjunto das vagas.
Entretanto, a conjuntura ganha traços de incerteza nos bastidores, com sinais de que a ausência de manifestações públicas sobre o tema pode indicar uma reacomodação de apoios. Hassan Iosseff, deputado estadual mais votado em Jaguaquara nas últimas eleições (8.698 votos), mantém proximidade com Edione Oliveira, inclusive em iniciativas políticas como a concessão da Comenda 2 de Julho à gestora, apresentada pelo parlamentar em 2025. A colisão entre fações locais se intensifica pela aliança de Hassan com Zé Cocá, já confirmado como pré-candidato a vice pela oposição.
Além disso, o palanque regional envolve influências na gestão municipal, com mudanças na direção da Policlínica Regional de Saúde, incluindo a exoneração de Fabia Cristina Brandão Santana — irmã de Zé Cocá — e a nomeação de Daiana Aparecida Costa Fernandes. Tais movimentos são observados como indícios de recalibração de forças internas, que podem impactar o equilíbrio entre as alas governistas e oposicionistas.
Diante desse cenário, aliados e analistas avaliam se a parceria política local será preservada, mesmo com eventuais desentendimentos no campo majoritário. A tendência, apontada por interlocutores próximos, é de manter canais de cooperação entre as lideranças locais, sem abandonar as divergências que já emergem no tabuleiro proporcional. O segredo pode estar na capacidade de costurar acordos que assegurem itens fundamentais para Jaguaquara e para o conjunto da região.
Como você enxerga esse desenvolvimento? Quais nomes parecem mais preparados para representar Jaguaquara na Assembleia e no Congresso? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro político da cidade e da região.

Comentários do Facebook