Resumo: Um estudo do Centro Levada, divulgado recentemente, mostra que, pela primeira vez desde 1998, a proporção de russos que não frequentam cultos religiosos supera a de quem frequenta de forma ocasional. Ainda assim, a participação regular vem crescendo entre determinados grupos, com 55% dos entrevistados afirmando não frequentar cultos — um aumento de 11 pontos percentuais desde junho de 2025. O estudo, realizado entre 18 e 25 de fevereiro de 2026, também aponta variações históricas, com menor participação registrada em 1991 (31%) e pico em 2020 (71%).
O levantamento, conduzido pelo Centro Levada, entrevistou 1.625 pessoas com 18 anos ou mais, em 137 áreas urbanas e rurais da Rússia. Entre quem frequenta, a distribuição de frequência mostra que 16% vão a cultos pelo menos uma vez por mês, outros 16% vão a cada poucos meses e 7% aproximadamente uma vez por ano ou com menor regularidade. Esses dados ajudam a entender não apenas o panorama da prática religiosa, mas também o papel da fé na vida cotidiana do país.
A pesquisa também aponta que quem frequenta cultos com maior regularidade tende a ser composto principalmente por mulheres urbanas, com 55 anos ou mais, e com níveis de escolaridade mais elevados (48%). Além disso, 47% possuem condições financeiras melhores, 61% moram em Moscou e 51% ocupam cargos de gestão, sugerindo que a religiosidade frequente está associada a contextos socioeconômicos mais privilegiados.
Historicamente, o estudo revela um movimento complexo. A menor participação de frequentadores foi registrada em 1991 (31%), enquanto a maior ocorreu em 2020 (71%). Em 2025, o crescimento da parcela que não frequenta cultos indica uma tendência de secularização que, no entanto, não apagou a presença de usuários que mantêm uma participação regular, especialmente entre determinados grupos socioeconômicos e em grandes centros urbanos como Moscou.
Conduzido entre 18 e 25 de fevereiro de 2026, o levantamento da Levada Center reforça que as dinâmicas religiosas na Rússia continuam em transformação, com a prática religiosa não uniforme entre regiões, faixas etárias e níveis de renda. A pesquisa envolve dados de 1.625 pessoas em 137 áreas urbanas e rurais, oferecendo um retrato detalhado da religiosidade no país.
À luz dessas informações, moradores de grandes cidades e mulheres com maior escolaridade aparecem como grupos com maior presença religiosa regular, enquanto o conjunto da população mergulha numa nova divisão entre quem não participa e quem mantém um culto de frequência. Como isso pode influenciar políticas, comunidades locais e o debate sobre fé e sociedade na Rússia? A tendência abre espaço para debates sobre identidade, valores familiares e o papel das instituições religiosas no cotidiano.
Convido você, leitor, a refletir: você acredita que mudanças na frequência de cultos refletem transformações mais amplas na sociedade russa? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como a religiosidade impacta a vida da sua localidade.

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