A Operação Vento Norte, deflagrada pela Procuradoria do Ministério Público da Bahia (MP-BA) em parceria com a Polícia Civil, prendeu o presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Silva de Oliveira, conhecido como Paulo Chiclete, 38 anos, e mais seis suspeitos. A investigação aponta lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas, com uso de fintechs para movimentação financeira e ligação com o Comando Vermelho. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, com o bloqueio de cerca de R$ 3,8 milhões, enquanto a apuração indica movimentação superior a R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
A ação foi deflagrada pelo MP-BA e pela Polícia Civil, com o objetivo de desmontar uma organização sinalizada como estruturada em vários estados. Os agentes cumpriram mandados em Eunápolis, Itagimirim e Guaratinga, além de ações no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As investigações apontam que o grupo atuava de forma articulada, conectando diferentes localidades para facilitar operações ilícitas ligadas ao tráfico de drogas.

Foto: Divulgação / MP-BA
No município de Eunápolis, no bairro Pequi, foram presas Rafael Hupp Batista, de 31 anos, conhecido como “Bolinha”, e Thays Costa do Carmo, de 27. Hupp é apontado como uma das lideranças da organização na cidade. Durante as diligências, celulares foram apreendidos, e uma pistola calibre .380 foi localizada na residência do presidente da Câmara.
As apurações revelam o uso de fintechs para movimentar recursos oriundos do tráfico. Em uma das plataformas investigadas, constam transações superiores a R$ 20 milhões, indicando um fluxo financeiro relevante ligado ao grupo.
Paulo Chiclete está em seu primeiro mandato, eleito em 2024, ocupando o posto de segundo mais votado na cidade. Durante a campanha, não apresentou lista de bens. A condução recente das investigações não apenas reforça o recorte sobre a atuação do grupo, como também chama a atenção para o perfil de liderança envolvido no comando político local.
A Justiça autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e o bloqueio de ativos, com estimativas de que a movimentação financeira do grupo possa ter alcançado valores expressivos nos últimos cinco anos. As autoridades destacam que a operação envolve um grupo com atuação interestadual, com ramificações em diferentes estados.
As investigações seguem em curso para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização, mapeando a extensão de suas operações e vínculos entre estados. O desdobramento do caso permanece em aberto, com novas informações sendo apuradas pelas autoridades.
A cidade acompanha de perto os desdobramentos da operação, que pode afetar não apenas a esfera policial, mas também a dinâmica pública local. Compartilhe sua opinião nos comentários sobre os impactos de ações como essa na segurança e na governança das cidades. Qual é a sua leitura sobre o papel de instituições públicas na prevenção de desvios financeiros que envolvem grupos criminosos? Deixe seu comentário abaixo e contribua com a discussão.
