A Polícia Civil do Amazonas solicitou a prisão do policial civil aposentado Divoney Perasa de Souza, 60 anos, após a divulgação de um vídeo em que ele faz ameaças explícitas contra a ex-companheira, incluindo a decapitação. A decisão de requerer a prisão foi apresentada pela PCAM no fim de semana, com a expectativa de que a ordem seja emitida pela Vara competente ainda nesta quarta-feira, 8 de abril.
No vídeo, Divoney afirma: “quando a gente terminar eu vou te matar, vou te matar” e acrescenta que pode gravar a cena para reforçar sua conduta. O ponto central das ameaças envolve a promessa de decapitar a vítima e ofender sua cabeça na frente de uma cervejaria, em uma referência gráfica que chamou a atenção das autoridades.
Além de atuar como segurança do estado, o aposentado já responde por outros crimes. Em janeiro de 2025, o 12º Distrito Integrado de Polícia divulgou a imagem dele como procurado, em investigação por extorsão mediante sequestro que gerou prejuízo de mais de 71 mil reais para a vítima.
O crime pelo qual ele é investigado ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 20h30, na saída de um restaurante localizado na Avenida Torquato Tapajós, na zona norte de Manaus. Divoney, junto a outros quatro suspeitos, observou a vítima, abordou-a e a convenceu a entrar em seu próprio veículo; todos estavam armados.
Durante o sequestro, a vítima foi agredida fisicamente e obrigada a realizar transferências bancárias via Pix, totalizando mais de 71 mil reais. O delegado Wenceslan Queiroz, titular do 12º DIP, destacou que a ação foi marcada por coação grave e reflete a violência contra a mulher que as forças de segurança têm acompanhado com atenção constante.
Segundo as investigações, a vítima foi mantida sob controle durante o período de extorsão, com as ações ocorrendo na cidade de Manaus e envolvendo diversos suspeitos que atuaram em conjunto para alcançar o objetivo financeiro do grupo. A divulgação da imagem de Divoney pelo DIP reforça a busca pela localização do suspeito para responder pelos crimes de extorsão mediante sequestro e por ameaças graves.
A situação reacende o debate sobre violência contra a mulher, proteção às vítimas e a necessidade de respostas rápidas do sistema de segurança pública. O caso, que ganhou repercussão na cidade, evidencia que autoridades não toleram atos de intimidação que coloquem em risco a vida de moradoras da região.
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