‘Rainha da cetamina’ é condenada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry

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Resumo: Jasveen Sangha, conhecida na imprensa como a “Rainha da cetamina”, foi condenada a 15 anos de prisão pela Califórnia por liderar uma rede de distribuição de cetamina que culminou na morte do ator Matthew Perry. Perry, famoso por Friends, foi encontrado morto aos 54 anos em outubro de 2023, após receber doses da substância fornecidas pela rede. Sangha, de 42 anos, já havia se declarado culpada, estando sob custódia federal desde 2024, e a decisão desta quarta-feira, 8 de abril de 2026, fecha um capítulo marcado pela influência de médicos cúmplices e intermediários na dependência química do astro.

A investigação detalha uma estrutura que incluía médicos e intermediários. O médico Salvador Plasencia foi condenado a 30 meses de prisão, após admitir acusações de distribuição de cetamina. O médico Mark Chavez recebeu pena de prisão domiciliar e centenas de horas de trabalho voluntário, e ambos entregaram suas licenças médicas. Sangha operava com um intermediário, Erik Fleming, para vender 51 frascos de cetamina ao assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwamasa, que administrou as doses em várias ocasiões, incluindo 28 de outubro de 2023, quando Perry recebeu ao menos três injeções.

Segundo a acusação, Perry pagava valores elevados pela cetamina, com promotores afirmando que ele desembolsava mais de US$ 2.000 por frasco, quantidade que, para os traficantes, representava uma fração do preço de venda. Sangha também comercializava diretamente com um cliente, Cody McLaury, que morreu horas depois de receber quatro frascos, em um caso anterior. O ator fazia uso da cetamina como parte de uma terapia supervisionada para tratar depressão, ainda que, conforme os fiscais, tenha desenvolvido dependência da substância, que tem propriedades psicodélicas.

Durante a investigação, a residência de Sangha em North Hollywood foi vasculhada e lá foram encontrados diversos ativos do crime: metanfetaminas, cetamina, ecstasy, cocaína e tranquilizantes, além de uma máquina de contar dinheiro, uma balança e equipamentos para detectar sinais de redes sem fio e câmeras escondidas. Iwamasa e Fleming aguardam sentença, enquanto Perry era lembrado como uma figura que lutava contra a dependência de álcool e analgésicos, tentando manter em dia a sobriedade desde 2001, em meio a múltiplas internações e desintoxicações descritas pelo ator em meados de sua carreira.

O caso também reúne o histórico de Perry, que protagonizou “Friends” entre 1994 e 2004, e que, mesmo com o sucesso, enfrentava conflitos pessoais. A autópsia mostrou altos níveis de cetamina no organismo no momento da morte, o que motivou a investigação que desmantelou a rede de traficantes e médicos cúmplices. O conjunto de informações aponta um retrato preocupante sobre como drogas controladas podem circular com a participação de profissionais, pacientes e intermediários, destruindo trajetórias de artistas e vitais redes de apoio.

Este caso reacende o debate sobre a regulação de terapias com cetamina e a necessidade de medidas mais firmes para evitar abusos no uso de substâncias com potencial psicoativo. As sentenças enviadas aos envolvidos — 15 anos para Sangha; 30 meses para Plasencia; prisão domiciliar e serviço voluntário para Chavez — mostram o peso da responsabilização em casos de mortes ligadas ao tráfico de drogas e à má prática médica. A justiça ainda acompanha os passos de Fleming e Iwamasa, que aguardam seus próprios vereditos.

E você, leitor, o que pensa sobre o papel de médicos e intermediários nesse tipo de caso? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a abrir o debate sobre os limites da terapêutica com cetamina, a responsabilidade profissional e as consequências para as famílias envolvidas.

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