Cartolouco presta depoimento em investigação de violência doméstica

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Resumo para leitura rápida: em São Paulo, o jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, foi ouvido pela Polícia Civil em um inquérito que apura lesão corporal qualificada, violência psicológica contra mulher, injúria e dano. A oitiva ocorreu no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, após denúncia de uma ex-namorada de 32 anos, que relata um histórico de abusos durante quase dez meses de relacionamento. A investigação reúne mensagens, gravações, fotos, registros de câmeras, laudos médicos e depoimentos, e aponta episódios anteriores, inclusive uma agressão ocorrida durante viagem a Cusco, no Peru, em dezembro de 2025, além de incidentes em São Paulo em janeiro de 2026. A defesa sustenta que há um lastro documental robusto e reafirma a confiança na Justiça.

As apurações, que começaram com a queixa de uma mulher de 32 anos, apontam uma sequência de violências psicológica, moral, patrimonial e física ao longo do relacionamento. Entre os materiais apresentados ao inquérito estão mensagens, gravações, fotografias, registros de câmeras de segurança, laudos médicos e psicológicos, além de depoimentos de testemunhas que teriam presenciado parte dos acontecimentos. Em meio aos documentos, constam relatos de ofensas verbais com tom misógino, incluindo termos como “vagabunda”, “puta”, “por isso que eu te traio” e “você é igual a todas as mulheres que eu já comi”.

Cartolouco

Cartolouco

Cartolouco

O caso também contextualiza episódios anteriores envolvendo o influenciador. Em 2020, durante participação no reality show A Fazenda, surgiram conversas em que ele teria admitido a um amigo episódios de agressão contra outra parceira. Na mesma época, outras ex-namoradas teriam relatado situações de relacionamento abusivo, com acusações de violência física e moral. Um ponto central do inquérito envolve um episódio em dezembro de 2025, durante viagem a Cusco, no Peru, em que a vítima afirma ter sido agredida em duas ocasiões em um quarto de hotel, com chutes, empurrões e cusparadas, além de danos a objetos pessoais. O relatório indica que o investigado mencionou uma ex-companheira com medida protetiva de urgência de 2023 durante o episódio.

Ainda segundo os autos, em janeiro de 2026, em São Paulo, a vítima teria sido atingida por um copo com bebida e, em seguida, por um tapa com cigarro aceso, causando queimadura no ouvido. Uma testemunha formalmente identificada teria presenciado o dano. Um outro ponto investigado é uma tentativa de entrada no apartamento da vítima na madrugada de 31 de janeiro; imagens do condomínio e relatos da equipe de segurança indicariam a ação, que foi impedida no local.

A defesa da vítima, representada pela advogada Juliana Santos Garcia, afirma que o caso tem lastro documental robusto, incluindo boletim de ocorrência, oitiva formalizada, inquérito instaurado e queixa-crime apresentada. Segundo a advogada, a intimação e o depoimento do investigado dentro do prazo demonstram que o sistema de justiça atua. “Não se trata de uma briga de casal nem de uma acusação isolada: é uma investigação criminal formalizada, com elementos concretos que apontam para um padrão de violência que precisa ser interrompido”, disse.

Este conteúdo acompanha a linha de apuração envolvendo casos de violência doméstica e reforça a importância de testemunhos e evidências consistentes para a compreensão dos fatos. A Polícia Civil segue coletando informações para esclarecer a cronologia dos acontecimentos e determinar responsabilidades, sempre respeitando o devido processo legal e a proteção às vítimas.

Como você vê o papel das instituições na proteção de vítimas de violência e na apuração de casos complexos envolvendo figuras públicas? Compartilhe sua opinião nos comentários e acompanhe as próximas atualizações sobre o andamento deste inquérito.

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