A 79ª edição do Festival de Cinema de Cannes será realizada de 12 a 23 de maio, no sul da França, reunindo grandes nomes e novas vozes. O cartel de cinema coloca frente a frente autoridades estabelecidas, como Pawel Pawlikowski e Pedro Almodóvar, com um seleto grupo de jovens talentos. Entre os filmes em competição, cinco são dirigidos por mulheres, incluindo Lea Mysius com The Birthday Party e Jeanne Herry com Another Day. Retornam à disputa dois ex-vencedores da Palma de Ouro: o japonês Hirokazu Kore-eda com Sheep in the Box e o romeno Cristian Mungiu com Fjord, ampliando a presença de veteranos ao lado de novas propostas. A programação também destaca Pawlikowski com Fatherland e uma linha de nomes consagrados, como Asghar Farhadi, Ryusuke Hamaguchi e Arthur Harari, sinalizando um equilíbrio entre tradição e renovação. Entre os títulos com apelo internacional estão The Man I Love, dirigido por Ira Sachs e estrelado por Rami Malek, e The Beloved, de Rodrigo Sorogoyen, além de dramas de autor como Bitter Christmas, de Almodóvar.
O diretor artístico Thierry Frémaux sinalizou que a edição chega em meio a uma fase de transição nos Estados Unidos, com a indústria reapreendendo riscos e reduzindo produções de grande orçamento. A realidade, disse ele, é a de que projetos menos ambiciosos ganharam espaço, o que afeta a presença de grandes estúdios na competição. Mesmo assim, Cannes mantém seu papel de vitrine global, atraindo títulos que combinam apelo comercial e propostas ousadas, nesta amostra de cinema internacional.
Entre as atrações, destacam-se as duas obras já premiadas em Palma de Ouro retornando à competição: Sheep in the Box, de Kore-eda, que explora infância e inteligência artificial, e Fjord, de Mungiu, com a atriz Renate Reinsve em uma narrativa que acompanha a lógica de títulos recentes de sucesso. Além disso, Fatherland, de Pawlikowski, propõe um retrato de Thomas Mann sob a lente de um cineasta reconhecido pela construção de dramas históricos. Outros veteranos que ganham destaque completam a lista: Almodóvar segue explorando o tom que mistura comédia e melancolia em Bitter Christmas; Farhadi, Hamaguchi e Harari reforçam a diversidade de estilos presentes no festival.
A presença de mulheres na competição é um dos pontos centrais da edição. Cinco filmes dirigidos por mulheres compõem parte da programação, incluindo The Birthday Party, de Lea Mysius, e Another Day, de Jeanne Herry, marcando avanços significativos na representatividade entre propostas de alto alcance artístico e comercial.
Entre as apostas com elencos de peso, The Man I Love, dirigido por Ira Sachs, traz Rami Malek em uma história ambientada na década de 1980, conectando romance e a era da AIDS com um olhar moderno. Em The Beloved, Rodrigo Sorogoyen leva ao festival um elenco proeminente, em uma narrativa de suspense que promete chamar a atenção do público internacional. Outras apostas que complementam a lista incluem obras assinadas por Almodóvar, Asghar Farhadi, Ryusuke Hamaguchi e Arthur Harari, reforçando a diversidade de estilos e perspectivas presentes na seleção.
A edição de Cannes deste ano confirma a presença de grandes nomes ao lado de apostas jovens, refletindo a força do festival como plataforma de negócios, crítica e celebração do cinema. A cidade vibra com a expectativa de debates, negociações e descobertas que moldarão o panorama do cinema nos próximos meses, mantendo Cannes como um polo indispensável para quem acompanha as tendências mundiais da sétima arte.
E você, leitor atento, quais títulos chamam mais a sua atenção para acompanhar nesta edição? Deixe abaixo suas expectativas, opiniões sobre o equilíbrio entre grandes nomes e novas vozes e quais filmes você acredita que vão deixar marca em Cannes 2026. Participe com seus comentários e compartilhe suas apostas com a gente.
