A Assembleia Legislativa da Bahia concedeu a Comenda Dois de Julho, in memoriam, ao empresário Clériston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, falecido em 2023. A entrega ocorreu em sessão especial, nesta quinta-feira, reunindo lideranças políticas bolsonaristas e familiares. A honraria, a mais alta da Casa, é apresentada como reconhecimento ao legado de alguém lembrado como defensor da liberdade e da justiça.
A homenagem partiu do deputado Diego Castro (PL), figura central da base bolsonarista na AL-BA. O ato foi formalizado por meio do Projeto de Resolução nº 03269/2025, enviado à Assembleia em 17 de março. A comenda in memoriam reforça o papel da casa em registrar trajetórias marcantes, mesmo após o falecimento.
Durante o discurso no plenário, Diego Castro descreveu Clériston como um “herói” e um “defensor da liberdade”, citando passagens bíblicas para embasar a homenagem. O parlamentar argumentou que o homenageado representa valores de coragem e fé, afirmando que o seu exemplo não deve ser esquecido e que sua história merece lembrança pública.
Segundo Castro, Clériston apresentava comorbidades decorrentes da Covid-19 e teria tido o tratamento negado durante o período de detenção. Ele faleceu em 20 de novembro de 2023, enquanto tomava sol na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde estava preso em razão de eventos ligados ao 8 de janeiro.
A cerimônia contou com a presença de lideranças do PL, como o presidente estadual da sigla, João Roma; o deputado federal Capitão Alden; o vereador Rafael Satiê, do Rio de Janeiro; o irmão de Clelezão, Cristiano Pereira da Cunha; e o presidente do PL em Eunápolis, Ricardo Teixeira. Participaram por videoconferência o senador Magno Malta (PL-ES) e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Nikolas Ferreira (PL-MG). O vereador de Salvador, Sandro Bahiense (PP), também esteve presente.
A Comenda Dois de Julho, outorgada pela AL-BA, representa a maior honraria da Casa e serve como marco simbólico para debates sobre memória, justiça e liberdade no cenário estadual. A escolha por Clezão, cuja trajetória é registrada pela família e apoiadores, reforça a percepção de que atos de reconhecimento público podem abrir espaço para discussões sobre políticas, prisões e direitos.
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