Corregedor da GCM é um dos investigados por roubo de veículo; corporação não instaurou processo administrativo

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Resumo: três agentes da Guarda Municipal de Salvador permanecem na corporação após denúncia de envolvimento em roubo de veículo em 2024. A acusação, acolhida pela Justiça em março, envolve ainda um corregedor da própria instituição, além de testemunhas da gestão da GCM. A queixa, encaminhada pelo Sindseps, provocou mobilização de órgãos como Ministério Público e Câmara Municipal, com desdobramentos sobre a condução interna das investigações.

Segundo a denúncia, os guardas teriam interceptado um guincho que rebocava uma Renault Duster, em nome do Banco Safra, e abordado o motorista com arma em punho. O veículo seria propriedade de Edmarcos Dos Santos Nolasco, um dos guardas denunciados, e o carro teria sido financiado por ele, o que complica a leitura sobre as motivações do suposto crime e aponta para uma atuação articulada entre os envolvidos.

A peça relata que o servidor Júlio de Oliveira, responsável pela condução do veículo utilizado no suposto crime, atua também como corregedor na Guarda Municipal. A denúncia apresentada ao Ministério Público sustenta que a investigação interna não foi conduzida de maneira adequada. O Bahia Notícias teve acesso a uma certidão emitida pela própria instituição, em março deste ano, atestando pontualidade, assiduidade e um histórico funcional “íntegro” do servidor, o que sustenta a defesa de que ele não teria cometido crime grave.

O documento aponta ainda que o Comandante Geral da instituição, Marcelo Oliveira, e o Corregedor Geral do Município de Salvador, Luís Henrique, são nomes que atuam como testemunhas de defesa no processo do corregedor. A defesa alega que houve “apoio idôneo” e busca a absolvição do suspeito perante o inquérito administrativo, destacando a importância de proteger a imagem institucional enquanto se apuram os fatos.

O Sindseps enviou, no dia 11, uma denúncia a vereadores, ao presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, além de encaminhar o conteúdo ao Ministério Público e à Corregedoria Geral do Município. O ofício sinaliza omissão do Comandante Geral e acusa o uso de “canais oficiais de comunicação da GCM” para desacreditar investigações da Polícia Civil e de o MP, caracterizando a atuação como desvio de finalidade e ataque a instituições democráticas. Em resposta, a GCM afirmou que “uma narrativa diferente foi apresentada pelos agentes envolvidos” e que o fato de o veículo pertencer a um dos agentes “elimina qualquer hipótese de subtração ou roubo”.

A posição da corporação, portanto, sustenta que não houve roubo no sentido estrito da palavra, mas admite a existência de controvérsias sobre a condução da apuração interna. O caso permanece sob análise dos órgãos competentes, com a Câmara Municipal e o Ministério Público acompanhando o desenrolar das investigações e as respectivas defesas. O cenário revela tensões entre a necessidade de transparência institucional e a proteção de acusações que pairam sobre membros da guarda municipal da cidade. A comunidade aguarda desdobramentos que privilegiem fatos, provas e o cumprimento das regras legais, sem juízos prematuros.

E você, leitor, o que pensa sobre o equilíbrio entre apuração interna e supervisão externa em casos que envolvem servidores públicos? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe seus pontos de vista para enriquecer o debate sobre segurança pública, fiscalização e responsabilidade institucional na nossa cidade.

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