Resumo: o terceiro dia do Metrópoles Catwalk destacou a diversidade como eixo central, colocando pessoas pretas trans na dianteira da passarela, dos bastidores e da plateia. O evento reforçou a moda como espaço de expressão, ocupação e visibilidade na cidade, abrindo caminhos para diferentes identidades ganharem maior espaço de atuação.
A programação seguiu até sexta-feira, 10/4, com atividades às 19h e 20h no foyer da Sala Villa-Lobos e transmissão ao vivo pelo YouTube do Metrópoles. A entrada foi gratuita, com retirada de ingressos pelo site da Bilheteria Digital, fortalecendo o acesso da população à experiência cultural que envolve moda, artes e debates sobre representatividade.
Valéria Barcellos abriu o primeiro bloco do desfile da Virginia Barros, marcando presença como musa e símbolo político. A multiartista, que atua como atriz, cantora, escritora, DJ e performer, reforçou a importância de ocupar espaços relevantes para discutir moda sustentável e afirmação de identidades. “Uma mulher preta trans abrindo o evento, ao som de Elza Soares, mostra que esse lugar já é nosso”, destacou, ressaltando o papel da agenda na consolidação de novas referências na cidade.
A presença de Valéria na plateia também chamou atenção de estudantes de design de moda do Iesb, que reconheceram o impacto simbólico de ver uma liderança trans abrindo um desfile de grande porte. Para eles, o gesto traduz mudanças na forma como a moda é pensada e recebida pela cidade, abrindo espaço para que mais pessoas diversas façam parte do circuito criativo.
Joatan Sant, estudante de design, exaltou a importância das trajetórias de vida na comunidade fashion. “É incrível ver uma pessoa trans desfilando em um evento tão grandioso; precisamos ocupar ainda mais esses espaços”, afirmou. Já Caroline Tonietto ressaltou a necessidade de ampliar o olhar sobre criação e vestibilidade, lembrando que peças precisam atender às possibilidades de expressão de quem está em processo de transição, para que a moda seja mais inclusiva.
Nos bastidores, a maquiadora Orianna Silva destacou o peso da diversidade nas equipes de backstage, apontando que ver mais pessoas diversas em diferentes funções é sinal de transformação real. “Precisamos ter mais pessoas diversas. Estou nessa jornada”, disse, ao compartilhar como se enxerga nesse movimento de inclusão.
Ao unir diferentes corpos, histórias e perspectivas, o Metrópoles Catwalk reforçou que a moda contemporânea vai além da estética. O evento evidencia pertencimento, espaço e visibilidade, ampliando o conceito de quem pode ser visto na passarela, no palco e nas conversas que cercam o universo fashion.
Programação segue até sexta-feira: a segunda edição do Metrópoles Catwalk começou na segunda-feira, 6/4, e prossegue até 10/4, com atividades gratuitas no foyer da Sala Villa-Lobos e transmissão online pelo canal do Metrópoles. O festival é realizado pelo Sol Nascente Associação Cultural e pela Metrópoles Produções, com apoio da Secretaria de Turismo do DF e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. Siga o perfil Vida&Estilo no Instagram para mais novidades.
Para saber mais, confira a cobertura completa no portal e acompanhe as reflections sobre representatividade, moda e pertencimento que o Metrópoles Catwalk vem oferecendo à cidade, convidando leitores e moradores a comentarem suas percepções sobre o tema.
Galeria de imagens
