Um hospital de alta complexidade em Feira de Santana implementou um protocolo inovador para o atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), com metas temporais claras e padronização do fluxo assistencial. A iniciativa, coordenada pelos médicos Bruno Passos e Alexandre Cedro, inclui ainda a criação do Registro de Infarto do HGCA (RIHCA), uma ferramenta estratégica para monitorar e aprimorar constantemente a qualidade do atendimento.
O HGCA passa a adotar uma linha de cuidado estruturada desde a chegada do paciente à unidade. A prioridade é o reconhecimento precoce da dor torácica, com envolvimento de toda a equipe — desde a recepção e vigilância até o transporte, classificação de risco, execução de exames e encaminhamento imediato para a sala vermelha. A visão é que qualquer funcionário, em qualquer ambiente do hospital, possa se deparar com um quadro de dor torácica e seguir o fluxo previsto.
Entre os avanços mais relevantes estão as metas alinhadas a padrões internacionais de qualidade. O tempo entre a chegada do paciente e a realização do eletrocardiograma (tempo porta-ECG) deve ser de até 10 minutos, enquanto o tempo para o início da terapia trombolítica (tempo porta-agulha) é de até 30 minutos. Segundo o cardiologista Alexandre Cedro, quanto mais rápido a trombólise ocorre, maior a chance de reperfusão do tecido cardíaco, reduzindo morbidade e mortalidade e proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes.
Embora a maior parte dos atendimentos ocorra na emergência e na sala vermelha, o protocolo foi desenhado para ser aplicado em toda a unidade, reconhecendo que quadros de dor torácica podem surgir em qualquer espaço hospitalar. O grupo responsável pelo protocolo, o RIHCA, recebe orientações contínuas e promoverá treinamentos para todas as equipes, com o objetivo de manter o fluxo sempre claro e acionável.
Além do atendimento imediato, o protocolo prevê o acompanhamento da jornada do paciente desde a entrada na unidade até o tratamento definitivo. O sistema monitora indicadores como tempo de atendimento, realização da trombólise, possíveis complicações, regulação para cateterismo cardíaco e definição terapêutica — seja medicamentosa, angioplastia ou cirurgia. Com esse gerenciamento, o HGCA busca um banco de dados robusto, alimentado de forma constante, para qualificar ainda mais o atendimento a quem sofre um infarto.
Para moradores da região, a implementação representa mais que uma mudança de rotina hospitalar: é um compromisso com eficiência, precisão e cuidado centrado no paciente. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta do HGCA frente ao IAM, reduzindo tempo de intervenção e fortalecendo a qualidade do serviço médico oferecido a quem precisa de atendimento imediata.
E você, leitor, já vivenciou ou observou melhorias no atendimento médico de emergências próximo de você? Compartilhe suas experiências, dúvidas ou opiniões nos comentários. Sua visão ajuda a discutir avanços na saúde e a entender como protocolos como o do HGCA impactam a vida de quem depende desse cuidado vital.
