Resumo: o Bahia trata a comunicação interna de forma contida, evita expor conflitos publicamente e mantém uma postura institucional nas cobranças ao elenco. O diretor de futebol, Carlos Eduardo Santoro, afirma que cobranças existem, mas não são tornadas públicas, e que o clube busca melhoria contínua com participação em reuniões da CBF, incluindo a profissionalização da arbitragem.
Em entrevista ao BAR FC, divulgada nesta quinta-feira, 9, Santoro destacou que o Bahia adota um modelo de gestão que privilegia a proteção da imagem institucional, ao mesmo tempo em que não foge das cobranças internas. Segundo ele, a percepção de que não há cobranças é equivocada e resulta de menos acesso a determinados debates dentro do clube. “Existem conversas, existem cobranças”, afirmou, deixando claro que o que muda é a forma de comunicar.
O dirigente reforçou que o Bahia não faz cobranças públicas como prática padrão. Ele explicou que evitar esse tipo de exposição é uma escolha deliberada, associada a uma gestão profissional e organizada. Para ele, a gestão de conflitos precisa ser tratada com ética e responsabilidade, sem transformar disputas internas em espetáculo público. Esse posicionamento, segundo Santoro, não significa abrir mão de cobrar, mas sim escolher o canal adequado para cada debate.
Neste tema, o diretor abordou também a atuação da arbitragem. O Bahia tem feito cobranças em estágios que considera adequados, porém sem recorrer a manifestações públicas. Em relação aos recentes desentendimentos com a arbitragem, principalmente após o confronto com o Palmeiras, Santoro enfatizou que discordar faz parte do processo, desde que a divergência não siga o velho modelo de “bater na mesa” para ganhar visibilidade.
Santoro destacou que as críticas à arbitragem não são exclusivas de qualquer clube, mas que a forma de expressá-las mudou. O Bahia, disse ele, opta por um caminho institucional, com posicionamentos apresentados de forma direta e responsável, sem hostilizar colegas de profissão ou colocar o futebol em segundo plano. “A nossa discordância não é igual ao que acontecia antes; hoje é uma discussão mais madura e voltada à melhoria,” completou.
Sobre o relacionamento com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o dirigente afirmou que o clube participa de reuniões para discutir aprimoramentos na gestão da arbitragem. Santoro citou encontros pós-jogo promovidos pela CBF, nos quais o Bahia se posiciona e participa ativamente das discussões, inclusive sobre a necessidade de profissionalização do setor. A ideia é ouvir, dialogar e avançar em pautas que elevem o nível do esporte.
O diretor também ressaltou que as manifestações do Bahia não são inéditas, embora nem sempre cheguem ao público. Segundo ele, não foi a primeira nem será a última vez que o clube se posiciona em qualquer assunto, sempre de forma responsável e fundamentada, buscando o que é melhor para a instituição e para o futebol da região. A solução não está em retardar a voz, mas em escolher o tom e o canal corretos.
Em síntese, a gestão do Bahia se apoia na disciplina institucional, na cobrança qualificada e no diálogo aberto com entidades nacionais. Santoro deixou claro que o clube não recua diante de divergências, apenas opta por um caminho que prioriza a profissionalização e a melhoria contínua. O desafio é manter esse equilíbrio entre cobrança interna, comunicação responsável e ações que fortaleçam o futebol na cidade.
Agora, queremos saber a sua opinião: você concorda com esse modelo de gestão que privilegia o institucional e a melhoria contínua sem expor conflitos de forma pública? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e conte como você enxerga o papel da arbitragem e da comunicação na administração de um clube de futebol.
