Em resumo, o mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ganha relevância no Hospital Especializado Juliano Moreira (HJM). O objetivo é ampliar a visibilidade do TEA, combater preconceitos, incentivar o diagnóstico precoce e promover a autonomia e a qualidade de vida. A ação contempla atividades que valorizam a singularidade de cada pessoa autista e estimulam a cidade, entre moradores, a adotar uma postura mais inclusiva em relação à neurodivergência.
Nesta quinta-feira, 09 de abril, o HJM promoveu a entrega de um folder explicativo na sala de espera do ambulatório. O material visa esclarecer a individualidade da pessoa autista, desconstruir preconceitos e evidenciar as múltiplas dimensões que envolvem o TEA. A iniciativa reforça que o cuidado não se resume à convivência com o transtorno, mas depende de apoio social para o desenvolvimento da comunicação, da autonomia e da qualidade de vida.
“É importante ter em mente todos os elementos que envolvem o transtorno, para não acabar diminuindo ou excluindo o outro por conta dessas diferenças”, afirmou a estudante de psicologia Jessica Andrade. A fala ressalta a necessidade de reconhecer as especificidades de cada indivíduo dentro da rede de apoio, evitando simplificações que possam limitar oportunidades de desenvolvimento e participação na vida da cidade.
A atividade proporcionou momentos de troca, acolhimento e escuta entre mães que criam filhos com necessidades especiais e enfrentam jornadas de cuidado intensas. Rita Cristina Oliveira, mãe atípica e assistente social do HJM, compartilhou que a maternidade já é desafiadora por si só e que, na maternidade atípica, os obstáculos costumam exigir ainda mais apoio. “Às vezes estamos sozinhas em meio às dificuldades e também precisamos de cuidado”, desabafou, destacando a dimensão humana envolvida nesse cenário.
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do desenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e os padrões de comportamento. O TEA se manifesta de forma diversa entre as pessoas, o que justifica o termo “espectro” e a necessidade de abordagens individualizadas — desde quadros mais leves até situações que exigem suporte diário mais intenso. O Abril Azul, movimento de alcance global, busca conscientizar a população, ampliar a visibilidade da neurodivergência e promover uma cidade mais atenta às necessidades das pessoas com TEA. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo vivem com TEA.
Jacira Miranda, coordenadora do ambulatório do HJM, reforçou que cada paciente tem sua especificidade e que os sinais variam entre os casos. “Cada paciente tem sua especificidade. Sintomas e sinais são diferentes e não estamos sozinhas. Se precisarem, busquem ajuda de emergência”, enfatizou, reconhecendo a importância de redes de apoio que orientem famílias e profissionais ao longo do cuidado.
O movimento reforça o papel da cidade na promoção da inclusão, incentivando diálogo entre profissionais, educação, saúde e a comunidade para ampliar oportunidades de desenvolvimento da comunicação, autonomia e qualidade de vida de cada indivíduo com TEA. A expectativa é criar um ambiente mais acolhedor, no qual as pessoas possam exercer plenamente seus direitos e participar ativamente da vida cotidiana da localidade, sem preconceitos ou barreiras estruturais.
Como leitor, reflita sobre o papel da cidade na promoção da inclusão de pessoas com TEA no dia a dia. Compartilhe suas experiências, dúvidas ou sugestões nos comentários e ajude a enriquecer esse debate essencial para a saúde, a educação e a convivência na região. Sua participação faz a diferença para construir uma comunidade mais consciente e solidária.
