Resumo direto do dia: o dólar fechou em 5,06 reais, o menor patamar em dois anos, sustentado pela percepção de arrefecimento das tensões no Oriente Médio e pela queda do petróleo. O real teve desempenho destacado entre as moedas globais, enquanto o Ibovespa alcançava cerca de 195 mil pontos, impulsionado por ganhos de ações da Petrobras. Nos Estados Unidos, o PIB do quarto trimestre veio abaixo do esperado, e o ritmo de inflação permaneceu próximo de 3% na leitura do mercado, influenciando os movimentos de câmbio e renda no Brasil.
O dólar à vista fechou em 5,0634 reais, com queda de 0,77% e mínima de 5,0588 reais, registrando o menor valor desde 9 de abril de 2024. A sessão reforçou a percepção de que a pressão externa pode diminuir diante de sinais de arrefecimento das tensões geopolíticas e de um ambiente de risco mais favorável para ativos emergentes. A desvalorização no ano acumulada pela moeda norte-americana já chega a 7,75%, ressaltando a volatilidade externa como variável decisiva para o câmbio doméstico.
Até o início da tarde, o movimento de commodities ajudou a compor o cenário favorável ao real. A guinada para baixo do índice DXY, que mede o desempenho de uma cesta de moedas fortes frente ao dólar, levou a uma valorização de várias moedas emergentes. O recuo do dólar ocorreu em meio a notícias de que a allied de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio ganhou fôlego, reduzindo premiações de risco ligadas ao petróleo e abrindo espaço para ajustes de preço nesses ativos.
Em território norte-americano, a divulgação do PIB relativo ao quarto trimestre apontou avanço anualizado de apenas 0,5%, abaixo da previsão de 0,7%. Analistas apontaram que o resultado pode ter sido impactado pela paralisação parcial da máquina pública. Já os gastos com consumo, bem como o núcleo de inflação (PCE) ficaram na linha das expectativas, mantidos próximos de 3% ao ano, o que alimenta dúvidas sobre o ritmo da recuperação econômica dos EUA e influencia a percepção de risco global.
No cenário doméstico, o real apareceu entre as moedas com maior ganho frente ao dólar, sinalizando maior demanda por ativos brasileiros. O Ibovespa atingiu o patamar histórico de 195 mil pontos, sustentado pela alta de mais de 2% nas ações da Petrobras. O fluxo estrangeiro de capitais figureis como um driver importante para esse desempenho, fortalecendo a percepção de que o país pode se beneficiar de um ambiente externo mais estável e de condições de liquidez mais favoráveis para ativos de risco.
Especialistas destacam que o conjunto de sinais — alívio geopolítico moderado, câmbio resiliente e fluxo de capitais para o mercado de ações — sustenta o humor positivo no curto prazo. Contudo, a trajetória do dólar e do Ibovespa continua dependente de fatores como o preço do petróleo, a política monetária dos EUA, especialmente as decisões do Fed, e o ritmo de recuperação econômica global.
Para o leitor que observa os movimentos de câmbio, ações e commodities, fica o convite: quais fatores você acredita que vão impor mais equilíbrio aos mercados nas próximas semanas? Compartilhe suas expectativas, dúvidas e leituras nos comentários e ajude a gente a entender como esse cenário pode se desenhar na sua cidade e na sua carteira.
