O senador Angelo Coronel, ex-aliado do PT na Bahia, confirmou à coluna que mudou de lado após não ser incluído na chapa oficial e sinalizou apoio ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, do PL. A guinada expõe tensões internas no cenário baiano e pode redesenhar alianças a nível nacional, especialmente em uma etapa-chave para as eleições presidenciais.
Coronel tinha vínculos com o PT baiano há anos. A ruptura ocorreu no fim do ano passado, quando ficou de fora da chamada chapa puro-sangue, reunindo Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues. Em entrevista à coluna, ele afirmou que o PT levou as três vagas e atribuiu isso a uma percepção de ganância do partido, justificando o distanciamento ético e político que já vinha se anunciando.
“Meu voto pessoal é nele. Sempre me dei bem com ele. Já que o PT não me quis, não posso querer eles, não é? O PT abocanhou as três vagas, tudo pela ganância deles”, afirmou Coronel.
A ruptura de Coronel com o PT baiano também teve desdobramentos no âmbito de antigas parcerias. Ele rompeu com Otto Alencar, aliado histórico que, por sua vez, resolveu apoiar a legenda do presidente Lula na disputa pela chapa baiana. Com esse afastamento, ganha força a ideia de que a Bahia pode testemunhar mudanças significativas na linha de alianças regionais, impactando a leitura de apoio ao governo federal em cenários eleitorais futuros.
A cobertura também traz imagens que ajudam a compreender a dimensão do momento. Ao longo da matéria, aparecem Coronel em diferentes contextos, acompanhado de colegas do Senado e de figuras regionais, ilustrando redes políticas que cruzam governo e oposição na Bahia. As fotos reforçam a percepção de que esse reacomodamento não é apenas uma posição individual, mas a resultante de negociações que atravessam estruturas partidárias.
A seguir, uma galeria com quatro imagens que capturam momentos-chave dessa fase de rearranjo político. As fotos destacam a presença de Coronel em encontros e atividades públicas, sinalizando as novas interlocuções que se formam no estado e no entorno da capital federal. As imagens ajudam o leitor a visualizar a dimensão do movimento e a entender como ele poderá influenciar o cenário eleitoral.
Em síntese, a mudança de Coronel revela não apenas uma recalibragem pessoal, mas um movimento estratégico que pode redesenhar o mapa de alianças na Bahia e influenciar o debate nacional. Enquanto o presidente Lula e sua base avaliam os efeitos de defecções relevantes, o estado registra um episódio que pode sinalizar novas frentes de atuação para candidaturas de esquerda, de centro e de direita. O destino das coalizões, necessariamente, passa a depender de negociações mais intensas e de leituras sobre o que cada liderança está disposta a ceder para manter influência em Atenas do Senado no próximo ciclo eleitoral.
E você, leitor, como encara essa guinada de Coronel? Acredita que esse redesenho de alianças baianas pode influenciar o rumo das eleições nacionais? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como avalia o comportamento de lideranças regionais diante da disputa pela Presidência e das hierarquias dentro dos partidos.




