Veja o momento em que astronautas da Artemis II são retirados da cápsula

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Resumo: Astronautas da Artemis II foram retirados com segurança da cápsula após a amerissagem suave no Oceano Pacífico, em frente a San Diego. A missão da NASA contou com Reid Wiseman (comandante), Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, marcando uma etapa histórica ao incluir a primeira mulher, a primeira pessoa negra e o primeiro astronauta canadense em uma missão lunar. A recuperação foi coordenada pela Marinha dos Estados Unidos, seguindo o protocolo utilizado desde a era Apollo, com a cápsula desacelerando a 30 km/h. O chefe da agência, Jared Isaacman, classificou o retorno como uma missão perfeita, anunciando planos de retornar à Lua com regularidade e, futuramente, chegar a Marte. O anúncio de quem comandou essa operação ficou acompanhado de cumprimentos de líderes internacionais, incluindo Donald Trump, que expressou orgulho pela equipe. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base sustentável na Lua até 2028 e abrir o caminho para futuras missões ao planeta vermelho.

A amerissagem ocorreu por volta das 17h07 locais (21h07 em Brasília). A Orion tocou o oceano com a velocidade de 30 km/h, após descer sob enormes paraquedas que garantiram uma aterrissagem estável. A Marinha dos Estados Unidos chegou ao local para localizar a cápsula flutuante e iniciar o resgate, mantendo o protocolo que vem sendo seguido desde as operações com Neil Armstrong. Ao lado de técnicos e equipes de resgate, o comandante Wiseman informou que a tripulação estava estável, acionando o código “green” para os quatro membros da equipe, sinal de boa condição física e psicológica.

Jared Isaacman, descrito pela administração da NASA como o líder da missão, classificou a viagem como perfeita. Em suas palavras, “retomamos o envio de astronautas à Lua” e reforçou a meta de retornar com frequência às fases seguintes, até que a base lunar prevista esteja em funcionamento. Em tom otimista, ele destacou que o caminho para a Lua não é apenas um retorno simbólico, mas a construção de uma infraestrutura que permitirá avanços técnicos e científicos. Em meio aos cumprimentos internacionais, Donald Trump parabenizou a tripulação, afirmando, em rede social, que o momento é de orgulho nacional e antecipação para o próximo passo: Marte.

Quem compõe a tripulação representa uma mudança de marco para as missões lunares. Reid Wiseman, de 50 anos, nasceu em Baltimore e ingressou na Nasa em 2009 após uma carreira na Marinha. Ele assumiu o comando da Artemis II, traçando um perfil de liderança com experiência em missões de longa duração, como a de 165 dias na Estação Espacial Internacional em 2014. Victor Glover, 49 anos, piloto da espaçonave Orion e veterano da Marinha, tornou-se o primeiro norte-americano negro a participar de uma missão de longa duração à ISS. Em 2020, ele já havia se destacado, tornando-se o primeiro homem negro a viajar para a ISS em uma missão de longa duração. O marco de Artemis II, contudo, aponta para a primeira vez que um homem negro e a primeira pessoa não branca viajam para a Lua, consolidando o caminho traçado por pioneiros como Guion Bluford.

Christina Koch, aos 47 anos, foi a primeira mulher a participar de uma missão lunar. Engenheira de formação, Koch tem experiência em ambientes extremos, incluindo a Antártica, e chegou à NASA em 2013. Ela detém o recorde de tempo no espaço já registrado por uma mulher, com 328 dias em missões, além de ter participado da primeira caminhada espacial totalmente feminina. Por fim, Jeremy Hansen, 50 anos, é o canadense que integra a equipe e será o primeiro astronauta não norte-americano a orbitar a Lua. Ex-piloto da Royal Canadian Air Force, Hansen manteve vínculos com a Agência Espacial Canadense desde 2009 e é reconhecido por sua experiência como instrutor e contato com a ISS, além de guardar no imaginário de crianças de hoje a lembrança de ver pela primeira vez uma foto de Neil Armstrong na Lua.

A Artemis II representa não apenas um retorno à Lua, mas a preparação para uma presença mais duradoura no seu entorno, com a ambição de estabelecer uma base que permita avanços científicos e tecnológicos e, só então, avançar para Missões a Marte até 2028. O anúncio de Isaacman reforça que esse é apenas o começo, com a expectativa de que próximos pousos lunares se tornem parte de uma cadência regular de exploração humana.

Convidamos você a compartilhar suas opiniões sobre essa nova era da exploração espacial. O que você acha dos passos dados pela Artemis II? Quais aspectos da volta à Lua e da preparação para Marte mais chamam sua atenção? Deixe seu comentário, confronte pontos de vista e participe dessa discussão que envolve ciência, tecnologia e o futuro da humanidade.

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