Resumo: o capitão de um navio africano, resgatado pela Marinha do Brasil após ficar à deriva no Atlântico por quase dois meses, faleceu aos 68 anos. Natural de Gana, ele foi localizado em Fortaleza e estava recebendo atendimento na Unidade de Pronto Atendimento da Praia do Futuro; a Secretaria de Direitos Humanos confirmou a morte.
Segundo informações reunidas pela equipe de saúde, o homem chegou ao Brasil em estado de saúde já debilitado e com confusão mental. O socorro ocorreu quando o navio, de origem africana, foi localizado e rebocado até o Porto de Fortaleza. No local, ele recebeu atendimento médico na UPA da Praia do Futuro. Apesar dos cuidados, o quadro clínico se agravou com o passar dos dias, levando ao falecimento registrado na última quinta-feira.
A confirmação da morte foi divulgada pela Secretaria de Direitos Humanos. Em nota, Jamina Teles, gestora da Política Estadual para Migrantes, Refugiados e Apátridas, informou que a tripulação foi informada do falecimento por meio de psicólogos que acompanham o grupo, sinalizando o impacto emocional de todo o episódio. A interlocução entre autoridades de direitos humanos e equipes de saúde tem sido essencial para o acompanhamento dos envolvidos durante e após o resgate.
O navio, com origem africana, chegou a Fortaleza em março após ter sido rebocado. No total, 11 pessoas enchavavam a tripulação, sendo nove naturais de Gana, uma pessoa dos Países Baixos e outra da Albânia. A embarcação partiu de Senegal com destino a Guinée-Bissau, numa rota que deveria, segundo registros, durar cerca de 48 horas. Entre a partida e o resgate, a tripulação enfrentou condições desafiadoras no mar, o que explica, em parte, o quadro de saúde apresentado no momento da intervenção das autoridades brasileiras.
Este episódio ilustra, de forma contundente, os riscos enfrentados por quem embarca em trajetos complexos entre a África e a Europa, bem como a importância de ações rápidas de resgate e de suporte médico e psicológico para pessoas em situação de vulnerabilidade. À medida que novas informações forem divulgadas pelas autoridades, permaneceremos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. Conte nos seus comentários como você vê a atuação das equipes de resgate e o cuidado com migrantes em situações semelhantes.
