Resumo: O governo da Bahia negou ter transferido recursos para uma associação ligada ao ex-diretor do Banco Master, Augusto Lima, afirmando que os valores repassados correspondem a descontos em folha de pagamento, com autorização dos servidores. A reportagem do Estadão aponta um repasse de R$ 140,1 milhões, que não seria empréstimo nem operação financeira, mas um repasse de verbas de servidores para uma entidade privada.
O caso veio à tona na sexta-feira (10) por meio da reportagem do Estadão. Segundo informações, o governo baiano teria efetuado um repasse de R$ 140,1 milhões à Associação dos Servidores da Saúde do Estado (Asseba), vinculada a servidores da gestão. A operação, conforme a matéria, seria destinada a uma entidade privada controlada por Augusto Lima e, em parte, ao Banco Master.
Em nota enviada à imprensa, o governo destacou que não se trata de operação financeira, empréstimo nem de Credcesta. A administração afirmou que o que ocorreu envolve apenas descontos na folha de pagamento, autorizados pelos servidores, que funcionam como repasse para a entidade, e não como investimento.
A gestão acrescentou que, no formato descrito, os contratos entre servidores e instituições financeiras são privados. O Estado da Bahia afirma não controlar nem gerir as associações de servidores e, portanto, não pode ser responsabilizado pelo destino dado aos recursos pelos próprios associados.
Quanto ao que a matéria aponta sobre o Credcesta, a nota esclarece que o programa não foi criado em 2018 como divulgado, mas sim em 1996, pelo então governador Paulo Souto. Alega ainda que o desconto em folha de taxa associativa é permitido por lei e decorre da autorização do servidor. Assim, o pagamento seria apenas um repasse, sem envolvimento do governo no manejo dos recursos pelas entidades privadas.
A Bahia também ressalta que o Estado não controla nem gerencia nenhuma associação de servidores, e não pode responder pelo uso dos valores pelos associados. A explicação reforça a distância entre as ações administrativas e as operações privadas entre servidores e instituições financeiras credenciadas.
A reportagem do Estadão segue em apuração para esclarecer a origem dos recursos e a relação entre os envolvidos, incluindo a ligação de Lima com empresas próprias e com o Banco Master. O governo, por sua vez, sustenta que não houve investimento público nem injeção de recursos do erário nas entidades citadas.
Convido leitores da cidade a acompanharem os desdobramentos deste caso e a deixarem suas opiniões nos comentários. A transparência sobre como recursos de servidores são geridos é essencial para a confiança pública e para o fortalecimento das instituições.
