Tarcísio adia pedágio free flow em 8 rodovias para depois das eleições

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Resumo: o governo de São Paulo adiou para 1.º de janeiro de 2027 a cobrança pelo sistema de pedágio free flow em oito rodovias da região metropolitana e do interior, em acordo com a concessionária Motiva Sorocabana. A medida inclui pagamento de multa pela Administração estadual para compensar a arrecadação que não ocorreria no prazo original, e busca ampliar a comunicação com os usuários para evitar surpresas na rodovia.

O contrato, assinado em fevereiro de 2025 entre o governo estadual e a concessionária Motiva Sorocabana, vinculada à Motiva (antigo Grupo CCR), prevê a gestão de oito rodovias totalizando 460 km de extensão, pelos próximos 30 anos. A empresa assumiria investimentos de R$ 8,8 bilhões, incluindo a implantação do sistema de pedágio no modelo free flow. A meta inicial era instalar os portais até o 13º mês de vigência, em março de 2026, demolir as praças físicas de pedágio e iniciar a cobrança sem praças físicas, com comunicação prévia de 90 dias aos usuários.

Alguns portais já estão instalados, como na Rodovia Raposo Tavares (KMs 37, 58, 72, 95 e 101), mas operam apenas em monitoramento, sem cobrança. Mesmo com a instalação, o sistema ainda não está cobrando tarifas. A entrada efetiva em vigor estava prevista para setembro de 2026, após conclusão das etapas de instalação e comunicação.

No dia 5 de fevereiro de 2026, governo e concessionária assinaram um termo aditivo que adiou o início da cobrança para 1º de janeiro de 2027, coincidindo com o início do mandato do governador eleito em 2026. Para compensar a postergação, o governo comprometeu-se a pagar uma multa à concessionária, de forma a remunerar o que teria sido arrecadado no prazo original. O valor da sanção deverá constar no Diário Oficial do Estado, após avaliação técnica da Artesp, levando em conta o fluxo de veículos em cada trecho onde há portais.

A medida gerou resistência entre moradores e prefeitos. Em Mogi das Cruzes, a prefeita Mara Bertaiolli obteve liminar suspendendo a cobrança na Rodovia Mogi-Dutra. A oposição também criticou o andamento, apontando que a Secretaria de Parcerias e Investimentos indicou um número elevado de portais. O PT aponta que existem 111 novos portais, com 17 localizados na Rota Sorocabana, número que inicialmente chegava a 23.

Onde ficam os portais que ainda não cobram, segundo o texto, e quais trechos estão contemplados? Abaixo, a lista com as posições dos portais ainda não ativos para cobrança:

  • P1 – SP 280 (Rodovia Castello Branco, trecho de São Roque)
  • P2 – SP 280 (Rodovia Castello Branco, trecho de Itu)
  • P3 – SP 075 (Rodovia Santos Dumont, trecho de Sorocaba)
  • P4 – SPI 091/270 (Rodovia Dr. Celso Charuri, trecho de Sorocaba)
  • P5 – SP 075 (Rodovia Santos Dumont, trecho de Sorocaba)
  • P6 e P7 – SP 270 (Rodovia Raposo Tavares, trecho de São Roque)
  • P8 e P9 – SP 270 (Rodovia Raposo Tavares, trecho de Alumínio)
  • P10 e P11 – SP 270 (Rodovia Raposo Tavares, trecho de Sorocaba)
  • P12 – SP 270 (Rodovia Raposo Tavares, trecho de Araçoiaba da Serra)
  • P13 – SP 079 (Rodovia Tenente Celestino Amé Rico, trecho de Piedade)
  • P14 – SP 079 (Rodovia Tenente Celestino Américo, trecho de Tapiraí)
  • P15 – SP 079 (Rodovia Tenente Celestino Américo, trecho de Juquiá)
  • P16 – SP 264 (Rodovia Jo?o Leme dos Santos, trecho de Sorocaba)
  • P17 – SP 264 (Rodovia Jo?o Leme dos Santos, trecho de Pilar do Sul)
  • P18 e P19 – SP 250 (Rodovia Bunjiro Nakao, trecho de Capão Bonito)
  • P20 – SP 250 (Rodovia Bunjiro Nakao, entre Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo)
  • P21 – SP 250 (Rodovia Bunjiro Nakao)
  • P22 – SPA 053/280 (Rodovia Prefeito Livio Tagliassachi)
  • P23 – SP 270 (Rodovia Raposo Tavares)

O conjunto das medidas indica um movimento reflexivo do poder público para equilibrar investimentos, transparência e uso das rodovias. A orientação oficial é de ampliar a comunicação sobre o novo modelo, buscando previsibilidade para quem utiliza as rodovias, ao mesmo tempo em que se aguarda a definição de detalhes operacionais, valores de multas e cronogramas finais.

E você, leitor? Qual é a sua leitura sobre a postergação do free flow e os impactos para deslocamentos diários e economia regional? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe a sua experiência com as cobranças de pedágio na malha estadual.

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