Após STF determinar prisão, Monique Medeiros se entrega à polícia

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo rápido: Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira, na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), no Rio de Janeiro, sob acusação de homicídio contra o filho Henry Borel. A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal na semana passada. Ela foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson e, após exames, deverá retornar à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó. O caso envolve o ex-vereador Jairinho, com decisões judiciais que mantêm o processo sob intenso acompanhamento público no estado.

Narrativa dos últimos desdobramentos: De acordo com a Agência Brasil, Monique foi levada ao Oscar Stevenson, na zona norte, para exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, voltará à penitenciária. O mesmo presídio foi espaço do relaxamento da prisão em 23 de março, decisão da juíza Elizabeth Machado Louro. Com o adiamento do julgamento de Monique e Jairinho para 25 de maio, devido à saída da defesa do plenário, o cenário processual ganhou mais embalo de mudanças. A defesa, ao ver o atraso provocado pela mudança de datas, pediu o relaxamento da prisão, voto que foi atendido e Monique deixou a unidade no dia seguinte.

Reviravolta judicial recente: Na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, restabeleceu a prisão preventiva de Monique. A decisão respondeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, após uma reclamação apresentada por Leniel Borel, pai de Henry. A medida reacende a tensão jurídica em torno do caso, que segue sob forte escrutínio público na cidade.

Contexto do caso: O episódio remonta à madrugada de 8 de março de 2021, quando Monique e Jairinho levaram Henry, de apenas 4 anos, a um hospital particular alegando acidente doméstico com a queda da cama. O menino não resistiu aos ferimentos. A necropsia realizada pelo Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. A investigação da Polícia Civil indicou que Henry era vítima de uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto, com a mãe supostamente ciente das agressões.

Desdobramento processual: Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Jairinho responde por homicídio qualificado; Monique, por homicídio e omissão de socorro. O caso continua a exigir vigilância pública, com a cidade atenta à forma como a Justiça lida com violações contra crianças e a responsabilização de adultos envolvidos.

Agora, queremos ouvir você. Deixe seu comentário com suas opiniões sobre o andamento deste caso e a forma como a Justiça tem lidado com situações de violência contra crianças.

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