Bebê morre após ser agredida por padrasto enquanto mãe estava em entrevista de emprego

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: uma bebê de 1 ano e 9 meses morreu após agressões dentro de uma residência em Vila Valqueire, na zona oeste do Rio de Janeiro. O padrasto, Lukas Pereira do Espírito Santo, confessou o crime após ser preso, e a mãe, Emanuele Costa, estava em uma entrevista de emprego no momento dos fatos. A Polícia Civil investiga o caso, avaliando a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas.

Segundo o relato da mãe, a criança havia saído de casa ainda de madrugada para participar de um processo seletivo. Ao retornar, por volta do meio?dia, Emanuele encontrou a filha em estado grave e acionou o socorro. A vítima foi conduzida, já sem vida, à Unidade de Pronto Atendimento do Campinho, na zona norte, onde ocorreu a parada cardiorrespiratória. Reparos médicos confirmaram sinais de violência no corpo da menina.

A perícia apontou que a causa da morte foi uma lesão abdominal, indicando violência física. Diante do diagnóstico, o caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Inicialmente, mãe e padrasto prestaram depoimento na 29ª DP, em Madureira, e foram liberados. Contudo, as investigações prosseguiram e os laudos passaram a embasar medidas mais severas.

No expediente seguinte, na sexta-feira, policiais cumpriram mandado de prisão contra Lukas. Em depoimento, ele confessou ter agredido a criança. A mãe relatou que o companheiro não demonstrou arrependimento. A família organizou o sepultamento da menina no Cemitério do Caju, em meio à comoção de familiares e amigos que cobravam justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de esclarecer se houve a participação de outras pessoas no episódio. A família aguarda que a verdade seja revelada e que os responsáveis recebam as punições cabíveis. O caso ressalta a gravidade da violência doméstica e a necessidade de respostas rápidas das autoridades para evitar novas tragédias na cidade.

Este episódio acende o debate sobre a proteção de crianças diante de situações de vulnerabilidade e o papel das instituições em resposta a sinais de violência. As apurações seguem com a coleta de provas, o que poderá confirmar ou ampliar as linhas de investigação já abertas pela DHC e pela polícia regional, assegurando o devido processo e a responsabilização dos envolvidos.

Agora, a cidade acompanha de perto os desdobramentos deste caso que, além da comoção, reacende a discussão sobre medidas preventivas, apoio à vítima e mecanismos de denúncia. Compartilhe sua opinião nos comentários: quais ações públicas poderiam fortalecer a proteção de crianças em casa e reduzir incidentes como este?

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