Centro de Umbanda é pichado com símbolos nazistas após sofrer seis arrombamentos em um ano em Guanambi

Escrito por: Diógenes Cunha

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Um Centro de Umbanda em Guanambi, no sudoeste da Bahia, foi alvo de vandalismo no último sábado, dia 18, com símbolos de apologia ao nazismo pintados na fachada. A instituição, que atua na cidade há quase oito décadas, enfrenta episódios de violência e discriminação há cerca de um ano, situação que acendeu o debate sobre intolerância religiosa na região.

Segundo Joel das Neves da Silva, vice-presidente do centro, o espaço já sofreu seis arrombamentos desde então. Em cada ocorrência houve danos como imagens quebradas, documentos rasgados e o furto de velas e alimentos. Na abordagem mais recente, não houve invasão, mas o registro de pichações já mobiliza moradores e autoridades a monitorar o local com mais cuidado.

Imagens da pichação repercutiram pelas redes sociais e provocaram revolta entre a população. Em nota divulgada pela prefeitura, o ato foi classificado como ataque de ódio, de cunho racista e de intolerância religiosa, o que levou a prefeitura a repudiar a violência e reafirmar o compromisso com a convivência respeitosa entre as diferentes tradições da cidade.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Guanambi, também se manifestou sobre o caso. A entidade destacou que o episódio viola direitos humanos fundamentais, em especial a liberdade de crença, a igualdade e a dignidade da pessoa humana, atingindo localidades de matriz africana que, historicamente, enfrentam discriminação e marginalização.

A gestão municipal ressaltou que Guanambi é uma cidade alicerçada nos valores do respeito, da diversidade cultural e religiosa, além da liberdade de crença. Segundo o município, atos de violência ou discriminação contra qualquer grupo religioso são inaceitáveis, pois ferem direitos fundamentais e prejudicam o convívio democrático que deve prevalecer na localidade.

O centro de Umbanda reiterou o compromisso com a defesa da fé, da cultura e da educação espiritual, convidando moradores a colaborar denunciando qualquer nova agressão e fortalecendo a convivência pacífica entre as tradições religiosas da região. A atuação de autoridades e órgãos civis deve seguir para garantir a segurança de espaços de culto como este.

Caso a violência contra espaços de fé se intensifique, a cidade precisa manter o diálogo aberto, apoiar as lideranças locais e promover ações de inclusão que protejam a diversidade religiosa. O episódio serve como alerta sobre a importância de uma sociedade que não tolera discurso de ódio e que valoriza a convivência entre todas as tradições. Moradores podem compartilhar relatos, perguntas ou propostas para fortalecer a proteção a espaços de culto e a diversidade cultural da localidade. Comente abaixo suas perspectivas ou experiências e ajude a construir uma cidade mais respeitosa.

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