Copom reduz taxa de juros novamente e Selic chega a 14,50%

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir novamente a taxa Selic, de 14,75% para 14,50%, marcando o segundo recuo de 25 pontos-base neste ano. A decisão foi unânime entre os membros e reflete um cenário externo de incerteza, especialmente por conflitos no Oriente Médio, que elevam a volatilidade de ativos e commodities. Além disso, o ambiente regional reforça a cautela entre economias emergentes diante de essa volatilidade global.

No plano doméstico, o Copom aponta uma trajetória de moderação na atividade econômica e observações sobre o comportamento recente da inflação. O relatório reforça que os últimos dois meses registraram aceleração de preços, o que influenciou a decisão e justificou manter o olhar atento aos indicadores de curto prazo como componente-chave da política monetária.

As projeções de inflação, segundo a Focus, apontam 4,9% para 2026 e 4,0% para 2027, ainda acima da meta. Já a projeção do Copom para o quarto trimestre de 2027 situa-se em 3,5%, dentro do cenário de referência da política monetária e sinalizando uma trajetória gradual de desaceleração da inflação ao longo do tempo.

Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem elevados, em função da incerteza externa causada pelo conflito no Oriente Médio. Entre os fatores de risco, destacam-se:

  • desancoragem das expectativas de inflação por um período mais longo, com horizontes mais amplos incorporando impactos potenciais de restrições de oferta de petróleo e seus derivados;
  • resiliência maior da inflação de serviços do que o previsto, caso haja um hiato do produto mais positivo;
  • uma combinação de políticas econômica externa e interna que possa ter impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, com câmbio persistentemente mais depreciado.

Anteriormente, em março, o Copom já havia reduzido a taxa de 15% para 14,75% ao perceber que aquele era o momento adequado para o corte. Com a Selic em 14,50%, alcançamos o menor patamar desde maio de 2025, sinalizando uma política monetária mais contida, ajustada aos ventos externos e internos que moldam o cenário econômico.

A decisão reflete a combinação de vigilância sobre fatores globais e a necessidade de apoiar a atividade econômica sem perder o foco no controle da inflação. O mercado acompanha com cautela, mantendo a percepção de que futuras deliberações do Copom dependerão da evolução dos preços, da atividade econômica e das condições cambiais ao longo dos próximos meses.

E você, como vê a direção dos juros e da inflação nos próximos meses? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa decisão pode impactar seu dia a dia e seus investimentos na cidade em que você vive.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mauro Mendes, senador eleito por Mato Grosso, defende flexibilização da jornada para até 16 horas diárias

Mato Grosso – Mauro Mendes (União) foi eleito senador em 2026 e defende flexibilizar regras trabalhistas para jornadas de 12, 14 ou 16...

Prefeitura de SP lança 230 vagas para artesãos em pontos da capital

Conteúdo editorialVagas para artesãos chegam a 232 em shoppings de São Paulo pelo programa Mãos e Mentes Paulistanas São Paulo abre 232 vagas rotativas...

Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, tem alta hospitalar

Resumo: Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, teve alta após internação por desenterite em Brasília....