Corregedoria do TJ-BA notifica magistrados em teletrabalho para se manifestarem sobre produtividade

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) notificará, em até dez dias, magistrados que atuam em teletrabalho para que se manifestem sobre produtividade. A medida, determinada pelo Corregedor-Geral de Justiça, desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá, tem o objetivo de monitorar o cumprimento das diretrizes do CNJ referentes à modalidade remota no Judiciário baiano.

A iniciativa parte da Presidência do TJ-BA, com foco em acompanhar as normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que regulamentam o teletrabalho para juízes. A Assessoria Especial já havia se manifestado favorável ao deferimento dessa modalidade no âmbito do TJ-BA, encaminhando os autos à Corregedoria-Geral para ciência e adoção de providências. O processo inclui o rol de magistrados autorizados, o registro dos períodos de teletrabalho, bem como dados e cópias dos expedientes administrativos.

Os magistrados autorizados já haviam sido intimados, anteriormente, a observar protocolo prévio para eventual prorrogação do regime, com a exigência de apresentação de laudo médico atualizado. Na nova decisão, antes de acolher o opinativo da juíza auxiliar Júnia Araújo Ribeiro Dias, o corregedor determinou a juntada aos autos de um comparativo de produtividade elaborado pela própria Corregedoria e apresentado ao CNJ durante a última inspeção realizada na Corte.

Essa movimentação reforça o compromisso do TJ-BA com a transparência e a eficácia. Ao alinhar as práticas locais às diretrizes federais, o Tribunal busca assegurar que o teletrabalho não comprometa a qualidade dos serviços, o andamento dos processos ou o atendimento às demandas da população. O monitoramento envolve avaliação de desempenho, cumprimento de prazos e a integridade dos expedientes, sempre com foco na melhoria contínua do funcionamento judiciário.

A decisão evidencia que o teletrabalho no TJ-BA está sujeito a avaliação contínua. Ao exigir o comparativo de produtividade, o Tribunal pretende equilibrar a flexibilidade do regime remoto com a responsabilização pelos resultados, mantendo a conformidade com as inspeções do CNJ e com o protocolo institucional. O objetivo é assegurar que a prática alcance eficiência, agilidade e qualidade na prestação jurisdicional, sem perder a fiscalização necessária para a boa governança do Judiciário baiano.

Moradores da Bahia podem acompanhar como as medidas influenciarão o funcionamento do Judiciário no estado. Caso tenha interesse ou opinião sobre o tema, deixe seu comentário para discutirmos os impactos do teletrabalho na gestão pública, nos serviços ao cidadão e nos próximos passos do TJ-BA. Sua participação enriquece o debate sobre o equilíbrio entre flexibilidade e qualidade judicial.

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