Fundação terá de indenizar gestante que perdeu gêmeos após erro médico

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo em poucas linhas: o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Fundação São Paulo (Fundasp), que administra o Hospital Santa Lucinda, a indenizar em R$ 100 mil uma gestante que perdeu gêmeos após erro médico em Sorocaba, interior de São Paulo. a decisão aponta falha no manejo clínico, atraso na ultrassonografia e alta hospitalar mesmo com sinais de infecção, contribuindo para o desfecho trágico.

A gestante estava com cinco meses de gestação quando procurou atendimento após rompimento significativo do líquido amniótico. No hospital da cidade, a ultrassonografia foi realizada 12 horas depois, sem prescrição de tratamento adequado, conforme o laudo pericial. Ela recebeu alta e, no dia seguinte, voltou a se sentir mal, buscando atendimento em outra unidade de saúde. Infelizmente, os fetos não resistiram ao quadro clínico.

O desembargador Maurício Fiorito, relator do recurso, afirmou que o laudo pericial indicou que a conduta do Hospital Santa Lucinda não seguiu os protocolos recomendados, pela demora na realização do exame e pela alta concedida mesmo diante de sinais de infecção. O magistrado destacou ainda que o manejo clínico poderia ter sido mais adequado, com intervenções preventivas mais rigorosas para ampliar as chances de prolongamento da gestação.

A decisão envolve a responsabilidade da Fundasp e ressalta a necessidade de padrões mais rigorosos no atendimento obstétrico de emergência. O Metrópoles entrou em contato com a Fundasp para manifestações, mas até o momento não houve retorno público. A instituição permanece sem posicionamento divulgado sobre o caso.

O tribunal fixou a indenização em R$ 100 mil, enfatizando a gravidade da falha que levou à perda de gêmeos. O caso reforça a exigência de que serviços de saúde adotem protocolos claros e fiscalização mais rigorosa em atendimentos obstétricos, a fim de evitar desfechos tão graves em gestação.

Convidamos você a partilhar sua opinião sobre a responsabilidade de instituições de saúde e a qualidade do atendimento obstétrico. Comente abaixo suas experiências, reflexões ou sugestões de melhoria para que casos como este sejam tratados com mais previsibilidade, segurança e respeito às vidas envolvidas.

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