O que dizem EUA, Irã, Rússia, China e Europa sobre situação do Estreito de Ormuz?

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O Estreito de Ormuz, a passagem que liga o Golfo Pérsico ao mundo e que concentra cerca de 20% do petróleo transportado globalmente, permanece sob o controle das Forças Revolucionárias do Irã. A crise envolve Irã, Estados Unidos, Israel e potências como Rússia, China e países europeus, que tentam manter o fluxo de energia estável diante de tensões e bloqueios parciais que elevam os preços e desafiam a navegação internacional.

Teerã afirma que a passagem está restrita apenas a navios dos Estados Unidos, de Israel e aliados, adotando uma postura descrita pelo chanceler Abbas Araghchi como “responsável” para assegurar a passagem de navios não hostis. A Guarda Revolucionária Islâmica assegura que o Estreito continua sob o pleno controle da Marinha iraniana, e que a reabertura dependerá de ações consideradas legítimas para evitar ataques militares.

O presidente dos EUA, em exercício desde 2025, afirmou que o tráfego na hidrovia voltará a operar naturalmente com o fim do conflito e projetou que o embate com o Irã deveria terminar em duas ou três semanas, quando os EUA atacariam o Irã com extrema dureza.

No front externo, o embaixador russo, Alexei Dedov, disse que Teerã garantiu não bloquear navios russos, segundo informações da Tass. O assessor do Kremlin Yuri Ushakov reiterou que a passagem estaria aberta para a Rússia. Em relação à China, a porta-voz Mao Ning informou que três embarcações chinesas navegaram recentemente pela hidrovia com a assistência de partes envolvidas, segundo a agência Xinhua. Em paralelo, o chanceler Wang Yi manteve diálogo com o vice-primeiro-ministro paquistanês Mahammad Ishaq Dar sobre uma iniciativa para restaurar a paz e a estabilidade no Golfo e no Oriente Médio, com pontos como cessar hostilidades, acelerar negociações e proteger rotas de navegação, com base na Carta das Nações Unidas.

Na Europa, inicialmente houve resistência a enviar frotas próprias para a região, temendo ficar envolvida no conflito. Em reunião com representantes de cerca de 40 países, a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que Teerã sequestrou uma rota marítima internacional e que o bloqueio afeta famílias e empresas ao redor do mundo. Participaram França, Alemanha, Canadá, Emirados Árabes e Índia, mas o encontro terminou sem acordo específico, com consenso de que o Irã não deve impor taxas à passagem e de que as rotas devem permanecer livres.

O Estreito de Ormuz é a passagem entre o Golfo Pérsico e Omã, funcionando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão financeiro, é considerado o principal gargalo energético do mundo. Diariamente, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas, correspondendo a cerca de 20% do consumo global.

O cenário de Ormuz mantém o mercado de energia em alerta, com países buscando equilíbrio entre cooperação para manter o fluxo e medidas que reduzam riscos de interrupção. As decisões sobre a hidrovia podem redesenhar alianças, custos de combustível e estratégias comerciais em uma região que continua no centro do tabuleiro geopolítico global. E você, qual leitura faz desse impasse? Compartilhe sua opinião nos comentários e pulse as perspectivas para os próximos dias.

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