PF volta a deflagrar operação contra mineração ilegal de ouro em Santaluz

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Repasse para cumprir mandados de busca e apreensão em Santaluz, Bahia, no âmbito de uma investigação sobre mineração ilegal de ouro. O grupo investigado teria evoluído do garimpo para estruturas laboratoriais de refino, com danos ambientais estimados em mais de R$ 180 milhões, e utilizaria o processo de lixiviação com substâncias tóxicas para extrair o metal.

Na manhã desta quinta-feira (9), dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santaluz. As ações visam apreender e remover bens já identificados pela Justiça, além de coletar materiais adicionais que contribuam com as investigações. Os investigadores trabalham para rastrear ativos e entender o esquema que envolve o grupo suspeito, identificado em fases anteriores como uma organização criminosa conectada a atividades de mineração irregular.

Segundo as apurações da Polícia Federal, os investigados teriam migrado de simples atividades garimpeiras para o uso de laboratórios destinados ao refino de materiais oriundos de garimpos ilegais. O método empregado envolve a lixiviação, técnica que utiliza substâncias químicamente perigosas para separar o ouro, destacando o uso de cianeto de sódio ou cianeto de potássio, produtos que são controlados pelo Exército devido ao alto risco que representam.

A prática com substâncias tóxicas coloca em risco não apenas a saúde humana, mas também o meio ambiente, conforme relatório pericial. As análises apontam danos ambientais severos atribuídos às atividades investigadas, com estimativa de prejuízos superiores a R$ 180 milhões, refletindo impactos que vão desde contaminação de solos até riscos para comunidades vizinhas.

Entre os crimes apurados estão a usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso e armazenamento irregular de substâncias tóxicas e lavagem de dinheiro. A soma das penas previstas para esses delitos pode chegar a 29 anos de reclusão, conforme descrito nos autos das investigações.

A PF contextualiza o caso como desdobramento de três operações anteriores: Garça Dourada, em 2023; Serra Dourada, em 2024; e Lixiviação, também de 2024. Nesses desdobramentos, as forças de segurança já haviam identificado a atuação de um grupo com foco persistente na extração de ouro de forma irregular, ampliando a complexidade da organização criminosa ao incorporar etapas de refino e uso de substâncias controladas.

As medidas desta fase visam não apenas a coleta de evidências, mas também a localização e apreensão de bens já identificados pela Justiça, com a pretensão de interromper o fluxo financeiro e operacional do grupo. A investigação permanece em andamento, com novos desdobramentos esperados à medida que peritos e autoridades avançam na análise de materiais, registros e movimentações financeiras associadas ao esquema.

E você, o que pensa sobre esse tipo de crime que envolve danos ambientais, riscos à saúde pública e lavagem de dinheiro? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar a discussão sobre impactos da mineração irregular na região de Santaluz e na Bahia.

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