Trump diz que EUA podem ‘facilmente’ reabrir Ormuz e extrair petróleo do Irã

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, com mais tempo, os EUA poderiam abrir facilmente o Estreito de Ormuz, extrair o petróleo e obter ganhos significativos, sinalizando uma mudança na posição sobre quem deve reabrir a passagem. Paralelamente, 35 países discutiram estratégias para liberar a hidrovia, em meio a ataques iranianos que interromperam parte do tráfego e elevaram os preços do petróleo.

Em publicação na Truth Social, Trump disse textualmente que, com um pouco mais de tempo, é possível ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, EXTRAIR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA. A frase foi apresentada como uma possível “jorra” para o mundo, ao mesmo tempo em que ele insinuou ter havido uma mudança de tom desde declarações anteriores, nas quais havia indicado que países asiáticos e europeus deveriam liderar a reabertura da passagem.

Comentários de analistas indicam que, nas falas de Trump, persiste uma linha de interesse em manter o impulso econômico e estratégico, ainda que reconheça resistência doméstica. Ele indicou que não é desejável ou viável levar adiante ações que possam ampliar conflitos, mesmo ao destacar a eventualidade de uma retomada da rota vital para o petróleo mundial.

A reunião virtual de quinta-feira reuniu 35 nações para pensar estratégias visando a reabertura do Estreito de Ormuz, diante de ataques iranianos que paralisaram parte do tráfego e colocaram sob pressão o fornecimento global de petróleo. O consenso entre as delegações foi evitar o uso da força, diante da frente militar iraniana capaz de responder com mísseis, drones, lanchas de ataque e minas, caso o estreito seja violado.

O presidente da França, Emmanuel Macron, ponderou publicamente que reabrir o estreito pela via forçada seria uma medida irrealista, pois exporia as marinhas iranianas a ataques prolongados. Em contrapartida, Trump afirmou, em aparição anterior na Casa Branca, que os EUA “não precisam” do estreito, mas que os parceiros que dele dependem devem agir para preservar a passagem, abrindo espaço para envolvimento de aliados da Ásia e da China.

Durante um evento recente, Trump pediu que seus aliados asiáticos e a China se envolvessem na tarefa de reabrir a via. Ele sugeriu que Coreia do Sul, Japão e China participassem do processo, destacando a dependência regional de petróleo: segundo ele, Coreia do Sul obtém grande parte de seu petróleo pelo estreito, e o mesmo vale para o Japão, o que reforça a necessidade de cooperação estratégica entre as nações da região.

As leituras sobre o tema indicam que, apesar das múltiplas falas, não há consenso entre as grandes potências para uma intervenção militar direta que desbloqueie o Estreito de Ormuz. O risco de um confronto aberto permanece alto, agravado pela incerteza sobre a duração do conflito no Oriente Médio e os impactos no abastecimento global de energia. Enquanto isso, o mercado observa atentamente os movimentos diplomáticos e as possíveis respostas dos seus maiores compradores de petróleo.

Este cenário coloca a energia como tema central de geopolítica. As declarações de Trump, aliadas à cautela de seus parceiros, sinalizam um equilíbrio delicado entre interesses econômicos e estratégicos. Em meio a tensões, a pergunta que fica é como as negociações e a cooperação internacional poderão, de forma realista, facilitar a retomada da circulação no estreito sem provocar novas escaladas.

E você, leitor: qual é a sua leitura sobre os desdobramentos no Estreito de Ormuz? Como acredita que as grandes potências devem agir para garantir o abastecimento de petróleo global sem entrar em novos conflitos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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