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Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana

Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana
Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana

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Em Feira de Santana, o prefeito José Ronaldo (União) afirmou que a cidade não tem condições financeiras de bancar a distribuição gratuita da tirzepatida, conhecida como Mounjaro, na rede municipal de saúde. A declaração ocorre após a aprovação, em abril, de um projeto que autoriza o uso do medicamento no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes.

O projeto, de autoria do vereador Marcos Lima (União Brasil) e apoiado pela Câmara, propõe que a Prefeitura estabeleça diretrizes para disponibilizar o medicamento nas Unidades de Saúde da Família, sempre mediante prescrição médica. O foco é atender jovens de 10 a 17 anos, conforme as diretrizes do SUS, com critérios definidos pelo município para acesso ao tratamento.

Mesmo com a aprovação, a implementação dependerá da disponibilidade orçamentária da cidade. A ideia é que o uso da tirzepatida funcione como estratégia complementar no tratamento da obesidade e de condições associadas, como hipertensão e diabetes tipo 2. O plano prevê acompanhamento multiprofissional, incluindo médico, nutricional e psicológico, além de incentivar a prática de atividades físicas.

A Secretaria Municipal de Saúde ficaria responsável por definir os critérios de acesso com base em evidências científicas, nas diretrizes do SUS e na realidade local. O autor do projeto destacou que a obesidade é uma doença crônica com comorbidades, e que, em outros estados, iniciativas semelhantes já existem e ajudam a melhorar a saúde da população.

Em coletiva, o prefeito ressaltou o valor da iniciativa, mas reiterou o entrave financeiro. “É um investimento muito alto para poder realizar isso;, nós não temos condições de implantar isso no momento”, afirmou, deixando claro que, caso haja disponibilidade financeira, o município poderá reavaliar a medida no futuro. A discussão continua, com a possibilidade de atualização conforme recursos públicos e evidências clínicas.

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