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Audiência de técnicos acusados de mortes em UTI começa nesta quarta

Audiência de técnicos acusados de mortes em UTI começa nesta quarta
Audiência de técnicos acusados de mortes em UTI começa nesta quarta

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A audiência de instrução sobre as mortes no Hospital Anchieta começa nesta quarta-feira, 27 de maio, em Taguatinga (DF). Três técnicas de enfermagem — Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva — respondem por homicídio doloso. As sessões, marcadas para 29 de maio e 1º de junho, vão ouvir testemunhas e, se for o caso, o interrogatório dos réus. Por se tratar de segredo de justiça, os depoimentos acompanham apenas as partes e assistentes de acusação cadastrados no processo.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 12 de março, aponta participação distinta dos três em três homicídios; Marcos Vinícius e Marcela Camilly são denunciados por três mortes, Amanda Rodrigues de Sousa por duas, além de tentativas de homicídio. O processo tramita sob segredo de justiça, com depoimentos acompanhados apenas pelas partes e por assistentes de acusação cadastrados.

A cronologia do caso começa com a Operação Anúbis, deflagrada pela Polícia Civil do DF em 11 de janeiro. Dois investigados foram presos temporariamente e mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Em 19 de janeiro o caso veio à tona, quando a PCDF confirmou a prisão de três técnicos de enfermagem por suspeita de envolvimento nas mortes. O hospital relatou estranhezas nos óbitos e, posteriormente, imagens obtidas pela imprensa mostraram injeção de substâncias levando à morte de pacientes, com doses elevadas — até 10 vezes o habitual — e, em um caso, uso de desinfetante.

As vítimas são Marcos Moreira, 33 anos, morador de Brazlândia e servidor dos Correios, que faleceu em 1º de dezembro de 2025; João Clemente Pereira, 63, servidor da Caesb, que apresentou coágulo e morreu após cirurgia; Miranilde Pereira da Silva, 75, professora aposentada, cuja morte, segundo a investigação, foi associada à injeção de desinfetante. Os familiares de Miranilde e a esposa do servidor Marcos Raymundo integram a acusação.

A investigação aponta que Marcos Vinícius era quem administrava as medicações, com Amanda e Marcela fornecendo suporte. As imagens indicam que as doses foram aumentadas significativamente, tornando os remédios letais, em alguns casos chegando a injetar desinfetante. Os réus permanecem presos desde 12 de janeiro e aguardam julgamento.

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