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Cármen Lúcia vota no STF contra redistribuição dos royalties do petróleo

Cármen Lúcia vota no STF contra redistribuição dos royalties do petróleo
Cármen Lúcia vota no STF contra redistribuição dos royalties do petróleo

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Nesta quinta-feira (7), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela derrubada de trechos da lei de 2012 que redefinia a divisão dos royalties do petróleo entre estados e municípios. A relatora em cinco ações defendeu manter o modelo atual, que assegura maior compensação financeira aos estados e cidades produtoras de petróleo.

O STF analisa a constitucionalidade da norma que reduz a fatia destinada aos produtores e aumenta o repasse para não produtores. A aplicação da lei está suspensa desde março de 2013, quando o próprio tribunal concedeu uma liminar para sustentar o modelo atual.

Durante o voto, a ministra afirmou que a legislação alterou pontos previstos pela Constituição. “Não se tratam apenas de percentuais. Alterou titularidade, e a titularidade está posta pelo constituinte.” Ela alertou que validar a nova divisão poderia provocar um desequilíbrio federativo.

Pela regra vigente, mantida pela liminar do STF, os estados produtores recebem 26,5% dos royalties, os municípios produtores também ficam com 26,5%, e os fundos destinados aos não produtores ficam com 8,75%.

A lei aprovada em 2012 prevê 20% para os estados produtores, 17% para os municípios produtores e 40% para não produtores. Ao final do período de transição, os municípios produtores passariam a receber apenas 4% da arrecadação, enquanto os não produtores concentrariam 54%.

O julgamento segue no STF, com desdobramentos que podem redefinir a repartição de recursos entre as regiões brasileiras. A decisão impacta a economia de cidades dependentes de petróleo e pode alterar investimentos públicos locais.

E você, o que acha dessa discussão sobre a distribuição dos royalties do petróleo? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como isso pode afetar a sua cidade.

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