Deolane era monitorada pela Interpol e seria presa em Roma

Escrito por: Diógenes Cunha

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Novos detalhes da investigação sobre Deolane Bezerra vêm à tona

Novos detalhes da apuração sobre a influenciadora Deolane Bezerra foram anunciados pelo Fantástico neste fim de semana. A apuração aponta monitoramento da Interpol durante uma passagem por Roma e indica que autoridades brasileiras teriam cogitado prender a jornalista em território italiano.

Segundo a reportagem, Deolane permaneceu em Roma por mais de 20 dias, hospedada em um imóvel de alto padrão próximo à Piazza di Spagna, com diárias chegando a superar R$ 15 mil. Nas redes, ela postou vídeos da viagem enquanto era acompanhada à distância por investigadores.

A Polícia Civil de São Paulo chegou a discutir estratégias para cumprir a prisão preventiva ainda na Europa, mas a influencer retornou ao Brasil um dia antes da deflagração da Operação Vérnix e acabou presa após desembarcar em São Paulo.

A investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. Deolane é investigada por lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e suposta integração à facção. A defesa nega vínculos com o crime organizado e afirma que os valores recebidos eram legítimos, declarados e comprovados.

Relatórios da polícia indicam movimentações financeiras significativas. Entre 2018 e 2022, teriam passado pelas contas pessoais da influenciadora cerca de R$ 13,6 milhões, enquanto outras R$ 14 milhões circularam por empresas registradas em seu nome.

A investigação também aponta a existência de empresas de fachada registradas em cidades do interior de São Paulo perto de Presidente Venceslau. Os endereços eram compartilhados com dezenas de outras firmas e teriam ligação a uma linha de suprimentos ligada a ordens atribuídas à facção, mencionando líderes como Marcola e Marcolinha em mensagens apreendidas em 2019.

A defesa de Deolane, representada pelo advogado Aury Lopes Jr., sustenta que ela não possui vínculo com a transportadora investigada nem com seus proprietários. Em depoimento, a influencer afirmou que os valores recebidos correspondiam a pagamentos por serviços prestados quando atuava como advogada criminalista. Após a prisão, ela foi transferida ao presídio feminino de Tupi, no interior de São Paulo.

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