Em reunião em Pequim, Xi alerta Trump sobre risco de conflito por Taiwan

Escrito por: Diógenes Cunha

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Em Pequim, Xi Jinping recebeu Donald Trump com cerimônia de Estado, mas deixou claro que Taiwan está no centro das conversas. O encontro de superpotências começou com pompa — tapete vermelho, fanfarra e salva de 21 tiros — e, mesmo diante da celebração, o tom foi firme: qualquer erro em relação à ilha autogovernada pode colocar as relações China-EUA em risco. Trump, por sua vez, elogiou Xi como um “grande líder” e vislumbrou um futuro promissor entre as duas nações.

Entre os bastidores, no entanto, Xi reforçou que os dois países devem ser parceiros, não rivais, e que Taiwan continua a ser a linha vermelha. A ilha permanece no centro do atrito, com os EUA mantendo a obrigação de fornecer defesa por lei, mesmo sem reconhecer oficialmente a China. Taipei reagiu, chamando a China de principal risco à paz regional. Na véspera, Trump sinalizou que poderia discutir a venda de armas a Taiwan, sinal de uma mudança de tom frente à tradição diplomática.

Além de Taiwan, a reunião abordou temas como o Irã, Ucrânia e comércio. Os dois lados concordaram em manter o Estreito de Ormuz aberto para garantir o livre fluxo de energia, e ressaltaram a importância de evitar a militarização de rotas estratégicas. No âmbito econômico, Trump apontou para acordos nos setores agrícola e aeroespacial, enquanto figuras de peso, como Elon Musk e Jensen Huang, acompanharam parte das discussões. Xi assegurou que as portas da China continuarão se abrindo aos negócios internacionais e ao investimento.

Antes de encerrar, o tema da guerra na Ucrânia, as tensões com a Coreia do Norte e a tentativa de manter uma trégua tarifária entre as duas maiores economias também entraram na agenda. O encontro terminou com uma visita ao Templo do Céu, símbolo de cooperação histórica entre as duas potências. Analistas veem o movimento como uma oportunidade estratégica de firmar compromissos que beneficiem ambas as partes, mesmo diante de divergências. E você, como vê esse recalibrar das relações entre EUA e China? Compartilhe sua leitura nos comentários.

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