EUA vê protestos na Bolívia como tentativa de “golpe em curso”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Na Bolívia, protestos contra o governo do recém-eleito Rodrigo Paz ganharam força desde o início de maio. A inflação, a alta do custo de vida e a escassez de combustíveis mobilizaram sindicatos, professores, trabalhadores do transporte, agricultores e organizações indígenas, ampliando bloqueios e paralisações pelo país e elevando a crítica à Lei 1.720.

Entre 17 e 19 de maio, em La Paz, a tensão subiu quando milhares de mineiros e membros da Central Operária Boliviana, a COB, marcharam rumo à Praça Murillo, onde ficam o Palácio do Governo e o Congresso. Confrontos com pedras, paus e explosivos artesanais foram marcados, enquanto a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e barreiras.

Ao longo do período, foram registrados pelo menos 32 pontos de bloqueio em rodovias, prejudicando o transporte de combustíveis, alimentos e insumos médicos em várias regiões do país.

Nos Estados Unidos, o subsecretário de Estado Christopher Landau classificou os protestos como uma tentativa de golpe financiada por uma aliança entre política e crime organizado. Em Washington, ele pediu apoio de países vizinhos para defender o processo institucional na Bolívia, citando explicitamente o Brasil e a Colômbia como exemplos de atuação responsável.

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